Áudio do Ar Barroso- Década de 1940

O Áudio a ser exposto aqui é um áudio histórico do locutor esportivo, Ari Barroso, falando sobre o direito nas transmissões radiofônicas esportivas, que eram difíceis, na década de 1940, em um combinado entre Cariocas e Paulistas.

Vale a pena ouvir o Ari falando. É um registro histórico.

Histórias da Crônica Radiofônica Esportiva Carioca

Prezados, boa tarde.

Infelizmente, a clássica crônica esportiva carioca e brasileira, está se findando, pois muitos estarem morrendo e, no mercado moderno, não há renovações, principalmente na locução esportiva.

No entanto, há muitos folclores ocorridos e que estão impressos em jornais do Rio de Janeiro. Vale a pena rir e conhecer alguns destas histórias engraçadas que já não existem mais.

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1 – ” A promoção “Torcedor do Futuro”, da Rádio Globo, ficou seriamente comprometida no domingo passado. Entrevistado por Pierre Carvalho, o menino “sorteado” ía respondendo as perguntas de praxe como nome, idade, local de residência, até que, diante da indagação sobre o número de cartas enviadas, o menino foi absolutamente sincero. “Não mandei carta nenhuma, não. O João Fogueira(operador de José Carlos Araújo), que é amigo da minha mãe, foi quem quebrou o galho”.

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2-   Mamífero Voador

” Época de natal. Na cabine, Waldir Amaral transmite o jogo com o entusiasmo de sempre.

A seu lado, o comentarista João Saldanha toma um refrigerante pelo gargalo da garrafa. Lá embaixo, o juiz continua falhando, atemorizado pela presença ameaçadora do dirigente bangüense Castor de Andrade, com a sua quadrilha de capangas para intervir.

O comentarista de arbitragem Mario Vianna, suor escorrendo pela careca reluzente, peito explodindo a camisa, está nervoso com a atuação acovardada do árbitro. De repente, é chamado a comentar. Aos gritos, como era seu feitio, toma o microfone, pensamento voltado para as festas natalinas e começa sua sentença:

“Este árbitro precisa ser macho. Ele tem que aprender que só duas aves morrem de véspera.”

Deu uma parada, encheu os pulmões, o peito saliente, e falando também para os torcedores da geral, após sublinhar bem a sentença, segundo a qual só duas aves morrem, denunciou vitorioso: “Peru e Leitão”.”(Teixeira Heizer- 1997)

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3- ” Jogo da Seleção no Maracanã, lá pelos anos 60. As emissoras de rádio, não se limitavam a fazer entrevistas no gramado. Havia um repórter destacado para cobrir até a chegada de personalidades no hall de elevadores. Um repórter mais afoito, ao ver entrar um senhor sério, correu em sua direção e tentou entrevistá-lo. Sem sucesso, pois o tal senhor não queria falar. O repórter insistiu: “Isso aqui não morde, é apenas um microfone. Pode falar”, curtiu o entrevistador. “Diga pelo menos o seu nome”. E o homem calado, até que perdeu a paciência e soltou seu vozeirão: “Eu sou o Luis Jatobá”.

Simplesmente, um dos maiores nomes do rádio e televisão do Brasil. Só o repórter não o conhecia.”(Sérgio Noronha- 31/1/1993)

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4- “Diálogo captado pelos microfones da Nacional e levado para todo o Brasil.

Denis Menezes- “Entra Valdo, Garotinho”

José Carlos Araújo – “Quem?”

Denis – Valdo, com “V” de Armando Marques”.

No que interferiu o pessedista Luiz Mendes, apaziguador como ele só: “Valdo com “V” de vitória, Garotinho”

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 5 – Fora de Sintonia(1989)

” O jovem brilhante repórter na Rádio Tupi, Rui Guilherme, quando fazia a cobertura do noticiário da CBF, mandou esta no programa “Futebol Total”: – André Cruz viajará dia 25 de junho para Sampdória. Só que Rui Guilherme vacilou, pois a viagem  do André Cruz será para Gênova e não para Sampdória.

Como se sabe, este clube pertence à cidade de Gênova. Mas o bravo Rui Guilherme confundiu a cidade com o clube.

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O criativo e alegre locutor da Rádio Globo, Édson Mauro ao narrar um gol do Botafogo no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, se enganou. O autor Luisinho, mas Édson Mauro informou Gustavo. Depois, ele foi corrigido por Denis Menezes, que confirmou Luisinho como marcador do gol. Édson Mauro reconheceu a falha e depois relatou: “entrei de gaiato no navio”.   

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Cézar Rizzo, da Rádio Nacional deu uma incrível vacilada ao narrar o gol de pênalti marcado por Gilmar, do Porto Alegre, na vitória de 3 a 1 sobre o Flamengo, em Itaperuna. Não é que o Cézar Rizzo gritou gol do Flamengo?depois ele mesmo corrigiu a sua falha, mas já era tarde. Naturalmente o Cézar Rizzo se confundiu, pois tudo era vermelho e preto”.

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 Paulo Roberto Braga, também da Rádio Nacional, quando transmitia o jogo Nova Cidade x  Botafogo, no Estádio Nielsen Louzada, em Mesquita, cometeu uma falha imperdoável. Ele informou que a partida estava sendo disputada em Nova Cidade.”

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No mesmo dia jogaram Porto Alegre e Olaria, em Itaperuna. Ao anunciar o resultado final, o plantonista Roberto Feijó, da Rádio Globo, citou que a partida foi disputada em Porto Alegre

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6- Onda Esportiva(10/10/1993)

“Quem conta esta história é o saudoso cronista Sandro Moreira, em livro editado em agosto de 1985.

Do alto da cabine da Rádio Tupi, no Maracanã, Ari Barroso viu um grupo que discutiam vivamente e pediu a seu repórter de campo que informasse o que estava acontecendo. Como este demorasse a relatar o fato, Ari Barroso chamou pelo microfone:

“Alô, Isaac, o que houve aí?

-Aqui só se houve a Rádio Tupi- respondeu muito sério o Isaac.

O locutor esportivo da “gaitinha”era um pouco desligado. Lembro uma vez que, quando trabalhava na Rádio Tupi ele pediu a Oduvaldo Cozzi que eu substituísse o repórter de campo da TV Tupi que ficou doente. Foi um jogo interestadual, disputado em Álvaro Chaves. Como sempre fazia, informei ao narrador a numeração dos jogadores, os que ficavam no banco, detalhes completos que pudessem ilustrar a sua transmissão.

Terminado o jogo, Ari Barroso, desconhecendo que eu trabalhava na mesma empresa, virou-se para o seu comentarista José Maria Scassa e disse:

– Manda contratar esse menino porque ele é muito bom”.

Simpósio- 1 e 2 de dezembro de 2017- “E, o Rádio Acabou?”

Pessoal do email, do Facebook e do WhatsApp.
Buenas Noches…
 
Peço zilhões de desculpas por não ter divulgado antes o simpósio que aborda futuro do nosso meio tão querido e amado rádio. Entretanto, ando numa correria danada e só hoje, enfim, posso e pude redigir sobre seminário.
 
O encontro deste simpósio como foi explicado acima, está ocorrendo no campus Cidade, localizado na  Rua Gonçalves Dias, 56 – Centro – Rio de Janeiro – CEP: 20050-030…
Amanhã, sábado, 2 de dezembro, o seminário ocorrerá a partir das 9 horas. E, lá estarei participando do I simpósio…
 
Mais descrições abaixo:
Detalhes:   https://goo.gl/ZPvp2J
Inscrição:  https://goo.gl/h51Xc2
Whatsapp: https://goo.gl/xaspNh
Valor por pessoa: R$ 20,00
Enviarei, em anexo, a foto do querido colega banguense(como eu), Sidney Rezende, que palestrou no simpósio hoje. Infelizmente, por conta do meu trabalho na Banana Prata Acessórios, não pude estar presencialmente ao evento.
 
Espero você lá!
 
 
Um abraço enorme a todos,
fraternalmente,
Isabela Guedes.
sidneyrezende- simpósio radio dezembro de 2017

A Memória Como Arte- Por: Marcos de Castro

A Memória Como Arte- Por Marcos de Castro

Artigo escrito em 1966

“Uma porção de jornais anunciou, quando da apresentação dos jogadores da seleção, dia 1º de abril, e insistiu depois, por ocasião do primeiro treino, em Lambari, que começara “a campanha do tri”.

Tôdas as agências de viagem- e não são poucas as que diariamente fazem publicidade de seus planos de excursão “em suaves prestações mensais”- procuram tentar o leitor na base de “vá à Londres e veja o tri”. Há um programa de televisão com nome de gôsto duvidoso – na base – na base da repetição insistente da mesma sílaba a ponto de quase enrolar a língua do pobre que se arrisca a dizer depressa a frase – que fala em tri.

Assim quase tudo, nesta época de preparativos para o Campeonato do Mundo, em Londres. Ou na Inglaterra, para dizer até com mais correção, porque o Brasil pelo menos deverá fazer a maior parte de sua campanha em Liverpool e talvez mesmo, dependendo de seus resultados iniciais, só jogue uma vez em Londres: a finalíssima, no caso de classificar-se. Então por que é que ninguém fala na “campanha para o Campeonato Mundial na Inglaterra”? Por que é que as agências de publicidade não falam em “Vá à Londres e veja a Copa do Mundo” e por que, enfim, os programas não tiram essa simpática palavrinha “tri” de seus nomes?    

Na verdade, jornais, agências de viagem ou emissoras de televisão podiam evitar essa coisa sem sentido de chamar a campanha do preparatória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de campanha do tri, mas afinal de contas, trata-se de emprêsas particulares que podem agir como bem entender, desde que julguem que essa é uma maneira mais comercial ou mais eficiente, do ponto de vista de comunicação de massas, para atingir leitores ou fregueses. O que é mais grave é que a própria CBD, esquecida do quanto evoluiu de 1950 para cá, faça a sua publicidadezinha em caixas de fósforos ou por outros meios usando a mesma expressão tri.   A impressão que se tem é que o Brasil não vai disputar nada. Vai embarcar para Londres a fim de receber homenagens especiais, meter o “caneco” na bagagem e voltar com o tri tão sonhado. “Vamos à Londres para o tri”, “vá à Londres para o tri”. É. Não há quase ninguém  neste país – talvez mesmo os homens de govêrno, estejam dando o mau exemplo, não sei, mas o fato é que o tri é importante para êles e podem estar se adiantando aos fatos, num sonho bom – que hoje em dia deixe de se referir  assim ao Campeonato do Mundo. A lei do menor esfôrço, pelo menos essa, dá razão a todos êles: é tão mais simples – o tri. Para que essa complicação tôda de Campeonato do Mundo na Inglaterra?

Muito ao contrário da impressão que dá quando a gente ouve falar no tri, o Campeonato na Inglaterra, está longe de ser a festa da coroação daquilo que já conquistamos por antecipação êsse monossílabozinho tão maneiro. A Copa sempre foi uma guerra: eis a expressão mais sábia que se pode ouvir de quem já tem alguma experiência de mundiais de futebol. E, se sempre foi uma guerra, por que motivo haveria de ser diferente em Londres. É possível que haja  quem – anjinho- acredite que a tradicional fleugma e o velho cavalheirismos dos britânicos nos encha de beijos e os abraços, só. Mas só fora do campo. Que dentro do campo, no chamado calor da disputa, guerra é guerra. E nem só com os britânicos jogaremos nós, A impressão que se tem é, mesmo, que esta Copa mais do que nenhuma será uma guerra. Pelo menos desta vez há as características inéditas de alguém na disputa que pode ser tri e de três que podem levar a taça de vez. É fácil deduzir daí que a guerra será maior, pois nenhum dos outros deseja que a taça saia de disputa.” 

 

 

 

 

Balança Mas Não Cai- Década de 1950

Prezados amigos,

boa noite…

Após um bom tempo sem atualizar o “bichinho” aqui, me deu muita vontade em atualizar, pois o espetáculo Emillinha, protagonizado por Stella Maria e Fabrício Negri, que eu fui assistí-los 4 vezes, me deu uma bruta saudade em atualizar o blog.

O áudio que eu porei agora, faz parte do meu acervo que eu não mexia a pelo menos 7 anos. Se trata de mais um programa radiofônico Balança Mas Não Cai, na Rádio Nacional, a antiga PRE-8, hoje, nos 1.130 KHz.

 Este áudio, em questão, tem a passagem do personagem Peladinho, ávido torcedor rubro-negro, vivido pelo artista Germano, dialogando com o radialista Antônio Cordeiro e outros jogadores e técnicos à época, cujo foco foi a peleja entre Bangu e Fluminense, na década de 1950, na contagem de 6 minutos e 30 segundos(mais ou menos).

 

Um abraço,

Isabela Guedes

Espetáculo “Emilinha”- Teatro Maison du France- Até 31 de Agosto

Prezados,

na última quinta feira, 17 de agosto de 2017, fui assistir a um musical chamado “Emilinha”, com a GRANDE ATRIZ Stella Maria Rodrigues.

Stella Rodrigues - Emilinha- agosto 2017

Irei dar a minha humilde opinião primeiramente sobre a atriz e depois sobre o espetáculo “Emilinha” , frisando que, NÃO SOU CRÍTICA DE ARTE. Apenas sou uma leiga jornalista e que comete exageros e falhas.

Em junho último, uma amiga me chamou para assistir a um monólogo chamado “Solteira, Casada, Viúva, Divorciada”, até então uma atriz desconhecida. Fui assistir a peça no “escuro” e com uma ÚNICA INFORMAÇÃO: É COMÉDIA.

Ao começar a peça e na minha primeira gargalhada espontânea senti que a peça e a atriz seriam maravilhosas. E foi. Abro um parêntese aqui: É muito difícil fazer arte e cultura num Brasil aonde há muitas carências e necessidades básicas como saúde e escola na sua base.  E o teatro é uma dessas artes, que se,  o autor e o diretor não tiverem uma “mão” sobre o tema a ser exposto, a peça NÃO FLUI.

Eu gostei do tema. Bem atual por sinal. Mas, o que me chamou a atenção foi a segurança e o “segurar À pemba” que um MONÓLOGO deve conter. E esta competência, a Stella soube “tocar de prima para a esquerda, matando a pelota no peito e mirando para o gol” com maestria.

stella rodrigues-emilinha2

Após 2 meses e a promessa à atriz de que voltaria para assistir à peça Emilinha(tema este, voltado para a cantora GRANDE Emilinha Borba, que morreu em 2005, deixando milhares de fãs órfãos e um fã clube maravilhoso tocado por Mário Marinho), lá fui assistir numa quinta-feira, embora chuvosa, entretanto, muito prazerosa.

O legado de Emilinha (Borba),- incluem-se à emissora radiofônica forte, que foi a Rádio Nacional; a rivalidade com a cantora Marlene, que parecia um verdadeiro Flamengo x Fluminense, no imenso auditório localizado na Praça Mauá número 7- Cobertura, nas décadas de 1940 e 1950, chamado por muitos especialistas como a ERA DO OURO DO RÁDIO.

Sobre a “Emilinha” de Stella Maria Rodrigues e” O César de Alencar e o Luiz Gonzaga”, de Fabrício Lago Nigri e a direção de Sueli Guerra, foi a pitada exata na emoção. Emoção esta que, como estava só, tive que consolar a uma senhora que estava muito chorosa e saudosa na plateia, soluçando na plateia, o reviver, no palco, a própria Emilinha Borba.

Uma curiosidade: O ciclo a ser encerrado, 31 de agosto, seria o aniversário da própria cantora Emilinha Borba.

O espetáculo ficará em cartaz até o dia 31 de  agosto de 2017, às quartas e quintas-feiras, a partir das 19 horas, no teatro Maison du France, na Avenida Antônio Carlos, número 58(Centro do Rio de Janeiro).

O preço do espetáculo está a R$60. A meia- entrada custa R$30.

 

1952: Trecho Pelos 15 anos de Ari Barroso na Rádio Tupi

Prezados,

é com MUITO PRAZER E HONRA que apresento um trecho histórico da radiofonia esportiva brasileira, cedido por 2 grandes meus amigos: Paulo Francisco e Marco Aurélio de Carvalho.

Em 1952, o radialista Ari Barroso fez 15 anos na empresa Rádio Tupi. E, em conseqüência e reconhecimento, a emissora armou no seu imenso auditório, à época, um “bruta” especial, ao eterno “Speaker da Gaitinha”.

Este registro têm vozes de muitas pessoas queridas e que abrilhantaram os microfones pelo Brasil. Como este blog foca na historicidade do rádio esportivo, este registro em si, tem a voz marcante de Antônio Cordeiro e uma “palhinha” do cantor Cyro Monteiro.

Um abraço,

Isabela Guedes

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Lançamento do Livro sobre “Sandro Moreyra- Um Autor à Procura de um Personagem”- 22 de Agosto de 2017- Por: Paulo Cezar Guimarães

Na próxima terça-feira, 22 de agosto de 2017, a partir das 19 horas, o professor universitário da Facha e biógrafo, Paulo Cézar Guimarães, lançará no salão nobre do Botafogo(Mourisco),o lançamento do jornalista da crônica esportiva e botafoguense, Sandro Moreira, pela Gryphus Editora.

Aqui abaixo, você lerá o release enviado para a imprensa.

Um abraço,

Isabela Guedes

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“A editora Gisela Zincone, da Gryphus Editora, só pôde dizer sim para a proposta da jornalista Sandra Moreyra: publicar o primeiro livro biográfico sobre seu pai, o famoso jornalista esportivo Sandro Moreyra (1918-1987). A ideia partiu do jornalista e escritor Paulo Cézar Guimarães, o PC, que conseguiu convencer as duas a levarem adiante seu projeto.

Como o mais aplicado dos repórteres, o autor ouviu mais de 100 pessoas que conviveram com Sandro. Mergulhou de cabeça na vida do biografado, leu dezenas de livros, pesquisou periódicos, sites, blog, assistiu filmes e visitou acervos públicos e pessoais. Foram conversas com parentes, jornalistas, jo­gadores, técnicos, juízes de Direito e árbitros de futebol.

Entre os entrevistados, Zico, Júnior, Agnaldo Timóteo, Antônio Maria Filho, Arnaldo Cézar Coelho, Elza Soares, Carlos Alberto Torres, Galvão Bueno, João Máximo, José Carlos Araújo, Juca Kfouri, Sérgio Cabral (pai), Ancelmo Gois, além das duas filhas (Sandra e Eugênia) e outros parentes próximos.

“Resgatar Sandro Moreyra, cuja coluna no Jornal do Brasil era daquelas que faziam muita gente ler o jornal de trás para a frente, deu-me a oportunidade de conversar com pessoas engraçadíssimas e irreverentes ao estilo do próprio colunista. A geração dele era de uma época romântica em que se exercia o jornalismo com paixão e prazer”, comenta o autor, que reuniu um memorável caderno de fotos.

Um time forte acompanhou PC na produção do livro: Ique assina a caricatura da capa, João Máximo o texto da orelha e Carlos Eduardo Novaes, o prefácio.  Já Sandra Moreyra, responsável pelo texto da quarta capa, manteve encontros com PC por mais de um ano e cedeu fotos, recortes de jornais, cartas e postais.

“Passamos cerca de um mês sem trocar mensagens. No início de outubro ela enviou o e-mail: ´PC, fiz exames e vou ter que passar por nova quimioterapia. Antes que eu fique derrubada e preguiçosa para escrever, vai aí o texto da contracapa. Espero que goste. Dessa vez, porém, foi traída pela maldita doença que enfrentou durante sete anos. Foi embora encontrar com o pai no dia 10 de novembro de 2015”, relembra o biógrafo.

 

Filho de Eugênia e Álvaro Moreyra, duas grandes figuras da cultura bra­sileira na primeira metade do século, Sandro era craque com as palavras. Trabalhou por mais de 30 anos na redação do Jornal do Brasil, onde assinou a coluna Bola dividida. “Mais que um livro sobre futebol, a publicação fala sobre os pais de Sandro, da relação dele com a política, com o jornalismo, com a Mangueira, com as filhas, com os amigos e com as três esposas que teve, Milu, Lea e Marta”, comenta Gisela Zincone.

Conhecido pelo bom-humor e pelo bronzeado permanente, era na Praia de Ipanema que Sandro batia ponto antes de ir para a redação do JB. Chegava ao trabalho no fim da tarde, sempre depois de um mergulho com os parceiros João Saldanha, Carlinhos Niemeyer, Fernando Calazans, Heleno de Freitas e Sérgio Porto.  Em sua coluna, sempre abastecia os leitores com notícias fresquinhas do futebol, sobretudo do Botafogo, seu time do coração.

O livro lembra que mais de 500 pessoas, entre jornalistas, escritores, políticos, artistas, diri­gentes de clubes, autoridades e fãs foram para a despedida de Sandro naquele 29 de agosto de 1987. Como reforça o locutor José Carlos Araújo, que cobriu o Botafogo como repórter, “Sandro era daqueles que contava piadas até em velórios”. E no seu não poderia ser diferente. A forma­lidade e todos os rituais foram mandados para escanteio. O caixão foi coberto com as bandeiras do Botafogo, do PDT (Partido Democrático Trabalhista) e da Mangueira; e com um adesivo “Diretas Já. Brizola presidente”.

O “adeus ao jornalista”, publicado em três páginas, foi destaque na capa do Jornal do Brasil, com uma foto que mostrou em primeiro plano o líder comu­nista Luiz Carlos Prestes carregando o caixão. O Globo publicou: “Sandro Moreyra é enterrado: o Rio perde um repórter bem-humorado”. Além de citar a presença de ex-jogadores como Zizinho e Ademir Menezes, o jornal destacou que “Sandro foi fiel a seus dois amores: o Botafogo e a Mangueira, cujas bandeiras cobriram o caixão”.”

SERVIÇO:

Sobre o livro

Título: Sandro Moreya – Um autor à procura de um personagem

Autor: Paulo Cezar Guimarães

 

Ano de edição: 2017

Preço de capa: R$ 49,90

Lançamento:

Data: 22 de agosto

Hora: 19h

Local: Sede do Botafogo (Avenida Venceslau Brás, 72 – Botafogo)

Telefone: (21) 2546-1988

Mesa Redonda: Futebol e Literatura na UERJ

Na próxima terça-feira, 23 de maio de 2017, ocorrerá na UERJ, no bairro do Maracanã, a partir das 19:30H, um debate acerca do debate entre Futebol e literatura sob a moderação da professora e doutora Vívian Fonseca e a coordenação será feita pelo professor e doutor Élcio Loureiro Cornelson…

Vale a pena conferir!

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FONTE- FACEBOOK:  

“FUTEBOL E LITERATURA NOS TRÓPICOS”

mesa-redonda com palestras de
Prof. Dr. Shawn Stein (Dickinson College)

Prof. Dr. Élcio Loureiro Cornelsen (UFMG)
Prof. Dr. Álvaro do Cabo (UCAM e Sport/UFRJ)
Moderação: Profa. Dra. Vivian Fonseca (UERJ e CPDOC/FGV)

Nessa mesa-redonda, os pesquisadores Shawn Stein, Álvaro Cabo e Elcio Cornelsen falarão sobre a relação entre futebol e literatura na América Latina, que se inspiram mutuamente, desde o lance “poético” do futebol, ao gol que é “pura poesia” nos versos de nossos trovadores do esporte bretão. A partir da Literatura, abordarão as relações entre futebol, política e sociedade nos trópicos em meio ao jogo e à ginga poética. Essas questões serão abordadas a partir de diferentes abordagens pelos convidados. Shawn Stein discutirá as produções ficcionais de futebol com o foco nas mulheres. Élcio Cornelsen, por outro lado, tratará do estilo hiperbólico de Nelson Rodrigues na crônica “O Eichmann do apito”. Por fim, Álvaro do Cabo irá analisar o romance policial peruano “La Pena Máxima’, de S. Roncagliolo, ambientando durante a Copa do Mundo de 1978.

Data: 23 de maio de 2017, terça-feira, 19:30h
Local: Sala 9019 Bloco F, 9º andar, UERJ.
R. São Francisco Xavier, 524. Maracanã

futebol e literatura nos trópicos- 23 de maio de 2017

Mesa Redonda: “Futebol Cá e Lá: Cultura e Paixão”- Real Gabinete Português- 19 de maio de 2017

O Real Gabinete Português, localizado na Rua Luis de Calmões 30, Centro do RJ) e o Polo de Pesquisas Luso- Brasileiras convida para um evento a ser realizado na próxima sexta-feira, 19 de maio, às 14:30, a uma mesa-redonda denominada: “Futebol Cá e Lá: Cultura e Paixão”, com os seguintes convidados: Shawn  Stein(Dick College, EUA) e Elcio Cornelsen(UFMG); a mediação será de Luis Maffei(UFF/ PPLB).

futebol-portugalebrasil-19demaiode2017

 Isabela Guedes

Artigo do Radialista Clóvis Filho em 1966

Em 1966, o radialista Clovis Filho, na época integrante da Rádio Continental do Rio de Janeiro,  fez um artigo com relação à Seleção Brasileira por conta da Copa do Mundo, realizada na Inglaterra com o título de : “O Esforço da Copa Exige Juventude”.

Vale a pena conferir a íntegra deste artigo abaixo e com a maioria da ortografia da época!!!

O ESFORÇO DA COPA EXIGE ESFORÇO

(CLÓVIS FILHO)

“TORNA-SE oportuno focalizar a nossa seleção.Aquela que tem a árdua tarefa de tentar do “tri” e a conquista definitiva da Jules Rimet. Confesso, como já disse no programa “Prova dos 9”, que não entendo a arregimentação de alguns jogadores demasiadamente veteranos.Principalmente porque, ocupariam eles- caso venham a ser titulares, posições chaves e que exigem, mais do que o normal, uma resistência física excepcional. Senão vejamos: D. Santos. Craque na verdadeira acepção da palavra. Talentoso, exímio controlador da pelota, noção de posição e cancha como nenhum outro. Quase 100 jogos com a “verde-amarela”, incluindo a final de 58 e os 6 jogos de 62, portanto um autêntico bi-campeão mundial. Mas, já pudemos ver em várias oportunidades carecendo de “gás”, e sendo batido por qualquer ponteiro esquerdo de relativa velocidade, e que jogue na frente. Acontece que, no futebol brasileiro atual,  estamos – de algum tempo para cá, sofrendo de uma escacês de ponteiros esquerdos, como  jamais se viu. E isso tem projetado, de certa maneira,  muitos zagueiros laterais esquerdos, que têm muito mais campo para demonstrar suas aptidões, sem muito trabalho de marcação.

Djalma Santos, por exemplo, no Palmeiras, tem nos brindado com alguns “shows” individuais, de arrancar aplausos, principalmente porque sabemos de seus 37 anos. Mas não devemos nos iludir. E a Comissão Técnica, muito mais do que nós, tem a obrigação de não se deixar enganar ou enlear  por sentimentos do coração numa hora dessas. Falam em cobertura. Mas cobertura, segundo nosso entendimento, deve, ser recurso eventual, e não sistemático. Senão coitado do zagueiro central e de toda a estrutura da defesa. Ainda mais que, para agravar essa idéia de “cobertura”, vejamos outro dos veteranos convocados. Beline. Titular em 58, perfeito em suas funções, inclusive na pose histórica, erguendo o troféu de ouro em Rassunda! Em 62, suplente de Mauro. E agora, já no fim de sua carreira, novamente chamado à seleção para um Mundial, quando temos um Brito na “ponta dos cascos”. E Zito e Dino Sani? Este último barrado em 58, a partir do 2º jogo. E zito, outro elemento dificílimo de ser substituído na seleção bi-campeã, mas, infelizmente, de há muito dando mostras claras de que não consegue manter a sua pujança durante 90 minutos.

Repito: Todos esses craques são dignos de nossos louvores. Devemos manter seus nomes como exemplos vivos às gerações que surgem, Mas não podemos sacrificá-los em vão. E com isto arriscar uma empreitada difícil e que polariza 80 milhões de almas sofredoras. Ademais, e isto deve ficar bem claro, aqueles que conhecem o desenrolar de uma competição como a Copa do Mundo, sabem perfeitamente que, além de todos os atributos naturais que os jogadores  de cada seleção devem reunir, torna-se imprescindível a forma física o mais próximo da perfeição. Em 18 dias, a equipe campeã joga um mínimo de 6 partidas, mas mais renhidas e 3 delas sujeitas a prorrogações de 30 minutos. Assim é que o elenco se dispõe a conquistas a palma da vitória, deve estar preparado sempre para jogar duas horas consecutivas de bom futebol, sem decréscimos de produção originados pela falta de fôlego. Devíamos pensar em Carlos Alberto, Fidélis, Murilo, D. Dias, Ditão, Lima, Dudu, etc. Afinal são craques de primeira grandeza e a maioria já com boa experiência  na seleção. Tanta ou mais do que Zito e Dino tinham em 58, quando, afinal, fomos campeões. E ainda assim, teremos a tão necessária mescla de veteranos com novatos. Pois Gilmar ainda pode brilhar, embora Manga pretenda ser titular(e com razões para isto). E teremos Pelé, Garrincha(se Deus quizer), Orlando, afinal homens de 58, e ainda Rildo, Gerson, Jair e outros, que já saíram pelo mundo com a camisa da CBD, e com excelentes resultados para eles e para nós…”      

 

Jornal do Brasil- 1/9/1990- “Anúncio leva torcedor de Pirataria a sofrer à Toa”

A crônica esportiva esteve presente no dia 1º de setembro de 1990, no saudoso e extinto Jornal do Brasil, sobre uma situação ocorrida com o radialista esportivo Garcia Junior que narrou um “GOL” inexistente na partida entre Vasco x Nacional de Medelin da Colêmbia, na Colêmbia, válida pela Libertadores daquele ano…

OBS: Não sei quem “assinou o texto” na matéria.

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“Na última quarta-feira, o rádio esportivo carioca passou por momentos hilariantes. Informadas que a Rede Manchete iria transmitir a partida Vasco x Nacional de Medelin, pela Copa Libertadores, as rádios Tupi e Globo firmaram acordo e decidiram não mandar ninguém para a Colômbia. Opção mais cômoda  e bem comum entre as emissoras. Os locutores ficariam nos seus respectivos e narrariam o jogo em cima dos lances mostrados pela Manchete.

Ao contrário de outras emissoras, a Rádio Capital preferiu gastar cerca de US$ 5 mil e mandar uma equipe à Colômbia, com o locutor Garcia Júnior e o repórter Carlos Campelo. O que as três concorrentes não esperavam  é que a Manchete optaria  pelo vídeo teipe da partida. A úvica saída encontrada por Tupi e Tamoio  foi adotar uma velha prática: a pirataria, que consiste em transmitir um jogo baseado nas informações de outra rádio. A Globo não adotou tal procedimento e preferiu dar informações periódicas.

Segundo o coordenador de esportes da Capital, Carlos Borges, as emissoras cometeram uma gafe ao adotar tal procedimento. “Como o Higuita demorava muito a cobrar o pênalti, o Garcia Júnior aproveitou para veicular um anúncio do automóvel Gol, da Volkswagen, em que grita “Gooooooolll!!!”. A Tupi e a Tamoio pen saram que tinham sido gol do Higuita e transmitiram o lance. O detalhe é que o Acácio defendeu o chute e as emissoras tiveram que voltar atrás.”

Luiz Penido, chefe de esportes da Tupi, e Waldir Luiz, repórter da Tamoio, negam a versão da equipe da Capital, e garantem que transmitiram o jogo ouvindo rádios colombianas. “É mentira. Não iríamos confiar na transmissão da Capital, que estaria sujeita a interferências. Optamos pela rádio Caracol”, disse Penido. Um funcionário da Tupi, no entanto, confirmou que a emissora pirateou a transmissão da Capital. Waldir Luiz fez côro a Penido. “Não nego que escutamos a Capital, mas nosso trabalho foram feitos em cima das informações da Rádio Nacional da Colômbia. ”  

 

 

 

 

Agradecimentos aos Mateus e ao radialista Eduardo Henrique

Oi, pessoal…

Há tempos não posto aqui. SAUDADES.

Gostaria de agradecer ao radionauta Mateus por ter me cedido alguns áudios históricos como o programa No Mundo da Bola, o programa histórico e o mais antigo da radiofusão brasileira, que é da Rádio Nacional(Khz 1130 AM), em 1949, assim como, mandar um beijo ao meu AMIGO e ex plantonista esportivo Eduardo Henrique, que me deu muitas matérias para abrilhantar esse humilde blog.

Um abraço a todos!!!

Isabela Guedes

A “vakinha” do Rádio Esportivo Carioca

Alô, Galera. Boa Tarde.

O meu blog, o Rádio Esportivo Carioca, https://radioesportivacarioca.wordpress.com, está iniciando uma campanha para financiar o mesmo, para que a qualidade nas matérias, como por exemplo, na compra de revistas, jornais e áudios antigos especializadas, não se perca e sim, aumente para que cada mais pessoas conheça e se instrua através no RESGATE que o RÁDIO ESPORTIVO CARIOCA E BRASILEIRO MERECE TER E SE PERPETUAR…

Clique no link abaixo para fazer a sua contribuição para o meu trabalho que eu faço ao longo de 9 anos.

http://www.vakinha.com.br/vaquinha/radio-esportivo-carioca

Obrigada pela atenção,
Isabela Guedes

Equipe de Esportes da Rádio Nacional é Homenageada Evento na ABI- 7 de Março de 2017

A Acerj- Associação dos Cronistas Esportivos do Estado do Rio de Janeiro, premiou com placas comemorativas, 4 integrantes da Rádio Nacional(KHz 1130 AM)- Carlos Borges, Waldir Luiz, Ricardo Mazella e Rui Fernando- no último dia 7 de março de 2017, na Associação Brasileira de Imprensa, localizada na Rua Araújo Porto Alegre, 71, Rio de Janeiro.

equipedeesportesradionacional2017Fonte: https://www.facebook.com/radionacionalrio/?hc_ref=PAGES_TIMELINE

UM POUCO DE HISTÓRIA DO DEPARTAMENTO DE ESPORTES DA ANTIGA PRE 8:

Desde que foi fundada, em 12 de setembro de 1936, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a antiga PRE 8, atualmente, nos KHz 1130 AM, dedicou uma melhor atenção ao setor esportivo, tenho um cuidado maior, na inserção da sua grade de programação, os acontecimentos no Brasil e também no exterior. As atividades do departamento esportivo nos anos 1930- 1940, ficava a cargo do cronista e locutor Antônio Cordeiro, que abrangia as seguintes competições:

Campeonato Carioca de Futebol —> Desde 1937, a Rádio Nacional transmitiu com uma certa regularidade(exceto no início dos anos 1990 e no período de 2006 até 2008, já no século XXI, por questões POLÍTICAS) os jogos do Campeonato Carioca de futebol e torneiros preparatórios pelas entidades oficiais(CBF), irradiadas essas que, no período compreendido entre 1944 e 1945 atingiram a média aproximada de uma centena de jogos, anualmente. As partidas realizadas aos sábados, à tarde, eram transmitidas em conjunto com a extinta Rádio Guanabara, cujo serviço informativo valorizava as reportagens , abrangendo todas as partidas realizadas em outros certames, como o Turfe, que era realizado no Jockey Clube Brasileiro. A abrangência na informação era formada por quarenta funcionários, que continham as melhores referências na antiga Capital Federal, o Rio de Janeiro, como no Interior.

Palestra Reportagem Esportiva com Carla Matera- Escola de Rádio

Oi, pessoal.

Hoje, na Escola de Rádio, localizada na Rua Pedro Américo 147, Catete, a radialista da Bandeirantes FM(91,1 FM), palestrará a partir das 19 horas, o tema  “Reportagem Esportiva- A Postura Profissional, Análise Humana e Técnica de um Repórter”.

*Confirmar a presença pelo WhatsApp: 21- 9965:99315

reportagemesportiva-carla-matera

Isabela Guedes

radioesportivocarioca@gmail.com

Narração: Oswaldo Moreira- América-RJ x Bonsucesso- Gol de Luizinho “Tombo”

Olá, amigos,

o áudio de hoje homenageará a grande torcida do América-RJ. A narração que eu peguei para pôr no blog, é do site da Associação dos Cronistas do Estado do Rio de Janeiro(ACERJ) , e, quem postou a irradiação, foi o GRANDE radialista José Rezende.

A narração em questão, é uma narração de Oswaldo Moreira, pela Rádio Tupi(KHz 1280 AM e MHz 96,5 FM), no segundo gol assinalado por Luizinho “Tombo” Lemos, em 1973, no estádio Mário Filho(Maracanã), na vitória do “MECÃO”, em cima do Bonsucesso.

Isabela Guedes

radioesportivocarioca@gmail.com