Áudio do Ar Barroso- Década de 1940

O Áudio a ser exposto aqui é um áudio histórico do locutor esportivo, Ari Barroso, falando sobre o direito nas transmissões radiofônicas esportivas, que eram difíceis, na década de 1940, em um combinado entre Cariocas e Paulistas.

Vale a pena ouvir o Ari falando. É um registro histórico.

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Histórias da Crônica Radiofônica Esportiva Carioca

Prezados, boa tarde.

Infelizmente, a clássica crônica esportiva carioca e brasileira, está se findando, pois muitos estarem morrendo e, no mercado moderno, não há renovações, principalmente na locução esportiva.

No entanto, há muitos folclores ocorridos e que estão impressos em jornais do Rio de Janeiro. Vale a pena rir e conhecer alguns destas histórias engraçadas que já não existem mais.

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1 – ” A promoção “Torcedor do Futuro”, da Rádio Globo, ficou seriamente comprometida no domingo passado. Entrevistado por Pierre Carvalho, o menino “sorteado” ía respondendo as perguntas de praxe como nome, idade, local de residência, até que, diante da indagação sobre o número de cartas enviadas, o menino foi absolutamente sincero. “Não mandei carta nenhuma, não. O João Fogueira(operador de José Carlos Araújo), que é amigo da minha mãe, foi quem quebrou o galho”.

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2-   Mamífero Voador

” Época de natal. Na cabine, Waldir Amaral transmite o jogo com o entusiasmo de sempre.

A seu lado, o comentarista João Saldanha toma um refrigerante pelo gargalo da garrafa. Lá embaixo, o juiz continua falhando, atemorizado pela presença ameaçadora do dirigente bangüense Castor de Andrade, com a sua quadrilha de capangas para intervir.

O comentarista de arbitragem Mario Vianna, suor escorrendo pela careca reluzente, peito explodindo a camisa, está nervoso com a atuação acovardada do árbitro. De repente, é chamado a comentar. Aos gritos, como era seu feitio, toma o microfone, pensamento voltado para as festas natalinas e começa sua sentença:

“Este árbitro precisa ser macho. Ele tem que aprender que só duas aves morrem de véspera.”

Deu uma parada, encheu os pulmões, o peito saliente, e falando também para os torcedores da geral, após sublinhar bem a sentença, segundo a qual só duas aves morrem, denunciou vitorioso: “Peru e Leitão”.”(Teixeira Heizer- 1997)

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3- ” Jogo da Seleção no Maracanã, lá pelos anos 60. As emissoras de rádio, não se limitavam a fazer entrevistas no gramado. Havia um repórter destacado para cobrir até a chegada de personalidades no hall de elevadores. Um repórter mais afoito, ao ver entrar um senhor sério, correu em sua direção e tentou entrevistá-lo. Sem sucesso, pois o tal senhor não queria falar. O repórter insistiu: “Isso aqui não morde, é apenas um microfone. Pode falar”, curtiu o entrevistador. “Diga pelo menos o seu nome”. E o homem calado, até que perdeu a paciência e soltou seu vozeirão: “Eu sou o Luis Jatobá”.

Simplesmente, um dos maiores nomes do rádio e televisão do Brasil. Só o repórter não o conhecia.”(Sérgio Noronha- 31/1/1993)

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4- “Diálogo captado pelos microfones da Nacional e levado para todo o Brasil.

Denis Menezes- “Entra Valdo, Garotinho”

José Carlos Araújo – “Quem?”

Denis – Valdo, com “V” de Armando Marques”.

No que interferiu o pessedista Luiz Mendes, apaziguador como ele só: “Valdo com “V” de vitória, Garotinho”

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 5 – Fora de Sintonia(1989)

” O jovem brilhante repórter na Rádio Tupi, Rui Guilherme, quando fazia a cobertura do noticiário da CBF, mandou esta no programa “Futebol Total”: – André Cruz viajará dia 25 de junho para Sampdória. Só que Rui Guilherme vacilou, pois a viagem  do André Cruz será para Gênova e não para Sampdória.

Como se sabe, este clube pertence à cidade de Gênova. Mas o bravo Rui Guilherme confundiu a cidade com o clube.

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O criativo e alegre locutor da Rádio Globo, Édson Mauro ao narrar um gol do Botafogo no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, se enganou. O autor Luisinho, mas Édson Mauro informou Gustavo. Depois, ele foi corrigido por Denis Menezes, que confirmou Luisinho como marcador do gol. Édson Mauro reconheceu a falha e depois relatou: “entrei de gaiato no navio”.   

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Cézar Rizzo, da Rádio Nacional deu uma incrível vacilada ao narrar o gol de pênalti marcado por Gilmar, do Porto Alegre, na vitória de 3 a 1 sobre o Flamengo, em Itaperuna. Não é que o Cézar Rizzo gritou gol do Flamengo?depois ele mesmo corrigiu a sua falha, mas já era tarde. Naturalmente o Cézar Rizzo se confundiu, pois tudo era vermelho e preto”.

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 Paulo Roberto Braga, também da Rádio Nacional, quando transmitia o jogo Nova Cidade x  Botafogo, no Estádio Nielsen Louzada, em Mesquita, cometeu uma falha imperdoável. Ele informou que a partida estava sendo disputada em Nova Cidade.”

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No mesmo dia jogaram Porto Alegre e Olaria, em Itaperuna. Ao anunciar o resultado final, o plantonista Roberto Feijó, da Rádio Globo, citou que a partida foi disputada em Porto Alegre

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6- Onda Esportiva(10/10/1993)

“Quem conta esta história é o saudoso cronista Sandro Moreira, em livro editado em agosto de 1985.

Do alto da cabine da Rádio Tupi, no Maracanã, Ari Barroso viu um grupo que discutiam vivamente e pediu a seu repórter de campo que informasse o que estava acontecendo. Como este demorasse a relatar o fato, Ari Barroso chamou pelo microfone:

“Alô, Isaac, o que houve aí?

-Aqui só se houve a Rádio Tupi- respondeu muito sério o Isaac.

O locutor esportivo da “gaitinha”era um pouco desligado. Lembro uma vez que, quando trabalhava na Rádio Tupi ele pediu a Oduvaldo Cozzi que eu substituísse o repórter de campo da TV Tupi que ficou doente. Foi um jogo interestadual, disputado em Álvaro Chaves. Como sempre fazia, informei ao narrador a numeração dos jogadores, os que ficavam no banco, detalhes completos que pudessem ilustrar a sua transmissão.

Terminado o jogo, Ari Barroso, desconhecendo que eu trabalhava na mesma empresa, virou-se para o seu comentarista José Maria Scassa e disse:

– Manda contratar esse menino porque ele é muito bom”.

Simpósio- 1 e 2 de dezembro de 2017- “E, o Rádio Acabou?”

Pessoal do email, do Facebook e do WhatsApp.
Buenas Noches…
 
Peço zilhões de desculpas por não ter divulgado antes o simpósio que aborda futuro do nosso meio tão querido e amado rádio. Entretanto, ando numa correria danada e só hoje, enfim, posso e pude redigir sobre seminário.
 
O encontro deste simpósio como foi explicado acima, está ocorrendo no campus Cidade, localizado na  Rua Gonçalves Dias, 56 – Centro – Rio de Janeiro – CEP: 20050-030…
Amanhã, sábado, 2 de dezembro, o seminário ocorrerá a partir das 9 horas. E, lá estarei participando do I simpósio…
 
Mais descrições abaixo:
Detalhes:   https://goo.gl/ZPvp2J
Inscrição:  https://goo.gl/h51Xc2
Whatsapp: https://goo.gl/xaspNh
Valor por pessoa: R$ 20,00
Enviarei, em anexo, a foto do querido colega banguense(como eu), Sidney Rezende, que palestrou no simpósio hoje. Infelizmente, por conta do meu trabalho na Banana Prata Acessórios, não pude estar presencialmente ao evento.
 
Espero você lá!
 
 
Um abraço enorme a todos,
fraternalmente,
Isabela Guedes.
sidneyrezende- simpósio radio dezembro de 2017

A Memória Como Arte- Por: Marcos de Castro

A Memória Como Arte- Por Marcos de Castro

Artigo escrito em 1966

“Uma porção de jornais anunciou, quando da apresentação dos jogadores da seleção, dia 1º de abril, e insistiu depois, por ocasião do primeiro treino, em Lambari, que começara “a campanha do tri”.

Tôdas as agências de viagem- e não são poucas as que diariamente fazem publicidade de seus planos de excursão “em suaves prestações mensais”- procuram tentar o leitor na base de “vá à Londres e veja o tri”. Há um programa de televisão com nome de gôsto duvidoso – na base – na base da repetição insistente da mesma sílaba a ponto de quase enrolar a língua do pobre que se arrisca a dizer depressa a frase – que fala em tri.

Assim quase tudo, nesta época de preparativos para o Campeonato do Mundo, em Londres. Ou na Inglaterra, para dizer até com mais correção, porque o Brasil pelo menos deverá fazer a maior parte de sua campanha em Liverpool e talvez mesmo, dependendo de seus resultados iniciais, só jogue uma vez em Londres: a finalíssima, no caso de classificar-se. Então por que é que ninguém fala na “campanha para o Campeonato Mundial na Inglaterra”? Por que é que as agências de publicidade não falam em “Vá à Londres e veja a Copa do Mundo” e por que, enfim, os programas não tiram essa simpática palavrinha “tri” de seus nomes?    

Na verdade, jornais, agências de viagem ou emissoras de televisão podiam evitar essa coisa sem sentido de chamar a campanha do preparatória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de campanha do tri, mas afinal de contas, trata-se de emprêsas particulares que podem agir como bem entender, desde que julguem que essa é uma maneira mais comercial ou mais eficiente, do ponto de vista de comunicação de massas, para atingir leitores ou fregueses. O que é mais grave é que a própria CBD, esquecida do quanto evoluiu de 1950 para cá, faça a sua publicidadezinha em caixas de fósforos ou por outros meios usando a mesma expressão tri.   A impressão que se tem é que o Brasil não vai disputar nada. Vai embarcar para Londres a fim de receber homenagens especiais, meter o “caneco” na bagagem e voltar com o tri tão sonhado. “Vamos à Londres para o tri”, “vá à Londres para o tri”. É. Não há quase ninguém  neste país – talvez mesmo os homens de govêrno, estejam dando o mau exemplo, não sei, mas o fato é que o tri é importante para êles e podem estar se adiantando aos fatos, num sonho bom – que hoje em dia deixe de se referir  assim ao Campeonato do Mundo. A lei do menor esfôrço, pelo menos essa, dá razão a todos êles: é tão mais simples – o tri. Para que essa complicação tôda de Campeonato do Mundo na Inglaterra?

Muito ao contrário da impressão que dá quando a gente ouve falar no tri, o Campeonato na Inglaterra, está longe de ser a festa da coroação daquilo que já conquistamos por antecipação êsse monossílabozinho tão maneiro. A Copa sempre foi uma guerra: eis a expressão mais sábia que se pode ouvir de quem já tem alguma experiência de mundiais de futebol. E, se sempre foi uma guerra, por que motivo haveria de ser diferente em Londres. É possível que haja  quem – anjinho- acredite que a tradicional fleugma e o velho cavalheirismos dos britânicos nos encha de beijos e os abraços, só. Mas só fora do campo. Que dentro do campo, no chamado calor da disputa, guerra é guerra. E nem só com os britânicos jogaremos nós, A impressão que se tem é, mesmo, que esta Copa mais do que nenhuma será uma guerra. Pelo menos desta vez há as características inéditas de alguém na disputa que pode ser tri e de três que podem levar a taça de vez. É fácil deduzir daí que a guerra será maior, pois nenhum dos outros deseja que a taça saia de disputa.” 

 

 

 

 

Balança Mas Não Cai- Década de 1950

Prezados amigos,

boa noite…

Após um bom tempo sem atualizar o “bichinho” aqui, me deu muita vontade em atualizar, pois o espetáculo Emillinha, protagonizado por Stella Maria e Fabrício Negri, que eu fui assistí-los 4 vezes, me deu uma bruta saudade em atualizar o blog.

O áudio que eu porei agora, faz parte do meu acervo que eu não mexia a pelo menos 7 anos. Se trata de mais um programa radiofônico Balança Mas Não Cai, na Rádio Nacional, a antiga PRE-8, hoje, nos 1.130 KHz.

 Este áudio, em questão, tem a passagem do personagem Peladinho, ávido torcedor rubro-negro, vivido pelo artista Germano, dialogando com o radialista Antônio Cordeiro e outros jogadores e técnicos à época, cujo foco foi a peleja entre Bangu e Fluminense, na década de 1950, na contagem de 6 minutos e 30 segundos(mais ou menos).

 

Um abraço,

Isabela Guedes

Espetáculo “Emilinha”- Teatro Maison du France- Até 31 de Agosto

Prezados,

na última quinta feira, 17 de agosto de 2017, fui assistir a um musical chamado “Emilinha”, com a GRANDE ATRIZ Stella Maria Rodrigues.

Stella Rodrigues - Emilinha- agosto 2017

Irei dar a minha humilde opinião primeiramente sobre a atriz e depois sobre o espetáculo “Emilinha” , frisando que, NÃO SOU CRÍTICA DE ARTE. Apenas sou uma leiga jornalista e que comete exageros e falhas.

Em junho último, uma amiga me chamou para assistir a um monólogo chamado “Solteira, Casada, Viúva, Divorciada”, até então uma atriz desconhecida. Fui assistir a peça no “escuro” e com uma ÚNICA INFORMAÇÃO: É COMÉDIA.

Ao começar a peça e na minha primeira gargalhada espontânea senti que a peça e a atriz seriam maravilhosas. E foi. Abro um parêntese aqui: É muito difícil fazer arte e cultura num Brasil aonde há muitas carências e necessidades básicas como saúde e escola na sua base.  E o teatro é uma dessas artes, que se,  o autor e o diretor não tiverem uma “mão” sobre o tema a ser exposto, a peça NÃO FLUI.

Eu gostei do tema. Bem atual por sinal. Mas, o que me chamou a atenção foi a segurança e o “segurar À pemba” que um MONÓLOGO deve conter. E esta competência, a Stella soube “tocar de prima para a esquerda, matando a pelota no peito e mirando para o gol” com maestria.

stella rodrigues-emilinha2

Após 2 meses e a promessa à atriz de que voltaria para assistir à peça Emilinha(tema este, voltado para a cantora GRANDE Emilinha Borba, que morreu em 2005, deixando milhares de fãs órfãos e um fã clube maravilhoso tocado por Mário Marinho), lá fui assistir numa quinta-feira, embora chuvosa, entretanto, muito prazerosa.

O legado de Emilinha (Borba),- incluem-se à emissora radiofônica forte, que foi a Rádio Nacional; a rivalidade com a cantora Marlene, que parecia um verdadeiro Flamengo x Fluminense, no imenso auditório localizado na Praça Mauá número 7- Cobertura, nas décadas de 1940 e 1950, chamado por muitos especialistas como a ERA DO OURO DO RÁDIO.

Sobre a “Emilinha” de Stella Maria Rodrigues e” O César de Alencar e o Luiz Gonzaga”, de Fabrício Lago Nigri e a direção de Sueli Guerra, foi a pitada exata na emoção. Emoção esta que, como estava só, tive que consolar a uma senhora que estava muito chorosa e saudosa na plateia, soluçando na plateia, o reviver, no palco, a própria Emilinha Borba.

Uma curiosidade: O ciclo a ser encerrado, 31 de agosto, seria o aniversário da própria cantora Emilinha Borba.

O espetáculo ficará em cartaz até o dia 31 de  agosto de 2017, às quartas e quintas-feiras, a partir das 19 horas, no teatro Maison du France, na Avenida Antônio Carlos, número 58(Centro do Rio de Janeiro).

O preço do espetáculo está a R$60. A meia- entrada custa R$30.

 

1952: Trecho Pelos 15 anos de Ari Barroso na Rádio Tupi

Prezados,

é com MUITO PRAZER E HONRA que apresento um trecho histórico da radiofonia esportiva brasileira, cedido por 2 grandes meus amigos: Paulo Francisco e Marco Aurélio de Carvalho.

Em 1952, o radialista Ari Barroso fez 15 anos na empresa Rádio Tupi. E, em conseqüência e reconhecimento, a emissora armou no seu imenso auditório, à época, um “bruta” especial, ao eterno “Speaker da Gaitinha”.

Este registro têm vozes de muitas pessoas queridas e que abrilhantaram os microfones pelo Brasil. Como este blog foca na historicidade do rádio esportivo, este registro em si, tem a voz marcante de Antônio Cordeiro e uma “palhinha” do cantor Cyro Monteiro.

Um abraço,

Isabela Guedes

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