Mesa Redonda: Futebol e Literatura na UERJ

Na próxima terça-feira, 23 de maio de 2017, ocorrerá na UERJ, no bairro do Maracanã, a partir das 19:30H, um debate acerca do debate entre Futebol e literatura sob a moderação da professora e doutora Vívian Fonseca e a coordenação será feita pelo professor e doutor Élcio Loureiro Cornelson…

Vale a pena conferir!

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FONTE- FACEBOOK:  

“FUTEBOL E LITERATURA NOS TRÓPICOS”

mesa-redonda com palestras de
Prof. Dr. Shawn Stein (Dickinson College)

Prof. Dr. Élcio Loureiro Cornelsen (UFMG)
Prof. Dr. Álvaro do Cabo (UCAM e Sport/UFRJ)
Moderação: Profa. Dra. Vivian Fonseca (UERJ e CPDOC/FGV)

Nessa mesa-redonda, os pesquisadores Shawn Stein, Álvaro Cabo e Elcio Cornelsen falarão sobre a relação entre futebol e literatura na América Latina, que se inspiram mutuamente, desde o lance “poético” do futebol, ao gol que é “pura poesia” nos versos de nossos trovadores do esporte bretão. A partir da Literatura, abordarão as relações entre futebol, política e sociedade nos trópicos em meio ao jogo e à ginga poética. Essas questões serão abordadas a partir de diferentes abordagens pelos convidados. Shawn Stein discutirá as produções ficcionais de futebol com o foco nas mulheres. Élcio Cornelsen, por outro lado, tratará do estilo hiperbólico de Nelson Rodrigues na crônica “O Eichmann do apito”. Por fim, Álvaro do Cabo irá analisar o romance policial peruano “La Pena Máxima’, de S. Roncagliolo, ambientando durante a Copa do Mundo de 1978.

Data: 23 de maio de 2017, terça-feira, 19:30h
Local: Sala 9019 Bloco F, 9º andar, UERJ.
R. São Francisco Xavier, 524. Maracanã

futebol e literatura nos trópicos- 23 de maio de 2017

Mesa Redonda: “Futebol Cá e Lá: Cultura e Paixão”- Real Gabinete Português- 19 de maio de 2017

O Real Gabinete Português, localizado na Rua Luis de Calmões 30, Centro do RJ) e o Polo de Pesquisas Luso- Brasileiras convida para um evento a ser realizado na próxima sexta-feira, 19 de maio, às 14:30, a uma mesa-redonda denominada: “Futebol Cá e Lá: Cultura e Paixão”, com os seguintes convidados: Shawn  Stein(Dick College, EUA) e Elcio Cornelsen(UFMG); a mediação será de Luis Maffei(UFF/ PPLB).

futebol-portugalebrasil-19demaiode2017

 Isabela Guedes

Artigo do Radialista Clóvis Filho em 1966

Em 1966, o radialista Clovis Filho, na época integrante da Rádio Continental do Rio de Janeiro,  fez um artigo com relação à Seleção Brasileira por conta da Copa do Mundo, realizada na Inglaterra com o título de : “O Esforço da Copa Exige Juventude”.

Vale a pena conferir a íntegra deste artigo abaixo e com a maioria da ortografia da época!!!

O ESFORÇO DA COPA EXIGE ESFORÇO

(CLÓVIS FILHO)

“TORNA-SE oportuno focalizar a nossa seleção.Aquela que tem a árdua tarefa de tentar do “tri” e a conquista definitiva da Jules Rimet. Confesso, como já disse no programa “Prova dos 9”, que não entendo a arregimentação de alguns jogadores demasiadamente veteranos.Principalmente porque, ocupariam eles- caso venham a ser titulares, posições chaves e que exigem, mais do que o normal, uma resistência física excepcional. Senão vejamos: D. Santos. Craque na verdadeira acepção da palavra. Talentoso, exímio controlador da pelota, noção de posição e cancha como nenhum outro. Quase 100 jogos com a “verde-amarela”, incluindo a final de 58 e os 6 jogos de 62, portanto um autêntico bi-campeão mundial. Mas, já pudemos ver em várias oportunidades carecendo de “gás”, e sendo batido por qualquer ponteiro esquerdo de relativa velocidade, e que jogue na frente. Acontece que, no futebol brasileiro atual,  estamos – de algum tempo para cá, sofrendo de uma escacês de ponteiros esquerdos, como  jamais se viu. E isso tem projetado, de certa maneira,  muitos zagueiros laterais esquerdos, que têm muito mais campo para demonstrar suas aptidões, sem muito trabalho de marcação.

Djalma Santos, por exemplo, no Palmeiras, tem nos brindado com alguns “shows” individuais, de arrancar aplausos, principalmente porque sabemos de seus 37 anos. Mas não devemos nos iludir. E a Comissão Técnica, muito mais do que nós, tem a obrigação de não se deixar enganar ou enlear  por sentimentos do coração numa hora dessas. Falam em cobertura. Mas cobertura, segundo nosso entendimento, deve, ser recurso eventual, e não sistemático. Senão coitado do zagueiro central e de toda a estrutura da defesa. Ainda mais que, para agravar essa idéia de “cobertura”, vejamos outro dos veteranos convocados. Beline. Titular em 58, perfeito em suas funções, inclusive na pose histórica, erguendo o troféu de ouro em Rassunda! Em 62, suplente de Mauro. E agora, já no fim de sua carreira, novamente chamado à seleção para um Mundial, quando temos um Brito na “ponta dos cascos”. E Zito e Dino Sani? Este último barrado em 58, a partir do 2º jogo. E zito, outro elemento dificílimo de ser substituído na seleção bi-campeã, mas, infelizmente, de há muito dando mostras claras de que não consegue manter a sua pujança durante 90 minutos.

Repito: Todos esses craques são dignos de nossos louvores. Devemos manter seus nomes como exemplos vivos às gerações que surgem, Mas não podemos sacrificá-los em vão. E com isto arriscar uma empreitada difícil e que polariza 80 milhões de almas sofredoras. Ademais, e isto deve ficar bem claro, aqueles que conhecem o desenrolar de uma competição como a Copa do Mundo, sabem perfeitamente que, além de todos os atributos naturais que os jogadores  de cada seleção devem reunir, torna-se imprescindível a forma física o mais próximo da perfeição. Em 18 dias, a equipe campeã joga um mínimo de 6 partidas, mas mais renhidas e 3 delas sujeitas a prorrogações de 30 minutos. Assim é que o elenco se dispõe a conquistas a palma da vitória, deve estar preparado sempre para jogar duas horas consecutivas de bom futebol, sem decréscimos de produção originados pela falta de fôlego. Devíamos pensar em Carlos Alberto, Fidélis, Murilo, D. Dias, Ditão, Lima, Dudu, etc. Afinal são craques de primeira grandeza e a maioria já com boa experiência  na seleção. Tanta ou mais do que Zito e Dino tinham em 58, quando, afinal, fomos campeões. E ainda assim, teremos a tão necessária mescla de veteranos com novatos. Pois Gilmar ainda pode brilhar, embora Manga pretenda ser titular(e com razões para isto). E teremos Pelé, Garrincha(se Deus quizer), Orlando, afinal homens de 58, e ainda Rildo, Gerson, Jair e outros, que já saíram pelo mundo com a camisa da CBD, e com excelentes resultados para eles e para nós…”      

 

Jornal do Brasil- 1/9/1990- “Anúncio leva torcedor de Pirataria a sofrer à Toa”

A crônica esportiva esteve presente no dia 1º de setembro de 1990, no saudoso e extinto Jornal do Brasil, sobre uma situação ocorrida com o radialista esportivo Garcia Junior que narrou um “GOL” inexistente na partida entre Vasco x Nacional de Medelin da Colêmbia, na Colêmbia, válida pela Libertadores daquele ano…

OBS: Não sei quem “assinou o texto” na matéria.

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“Na última quarta-feira, o rádio esportivo carioca passou por momentos hilariantes. Informadas que a Rede Manchete iria transmitir a partida Vasco x Nacional de Medelin, pela Copa Libertadores, as rádios Tupi e Globo firmaram acordo e decidiram não mandar ninguém para a Colômbia. Opção mais cômoda  e bem comum entre as emissoras. Os locutores ficariam nos seus respectivos e narrariam o jogo em cima dos lances mostrados pela Manchete.

Ao contrário de outras emissoras, a Rádio Capital preferiu gastar cerca de US$ 5 mil e mandar uma equipe à Colômbia, com o locutor Garcia Júnior e o repórter Carlos Campelo. O que as três concorrentes não esperavam  é que a Manchete optaria  pelo vídeo teipe da partida. A úvica saída encontrada por Tupi e Tamoio  foi adotar uma velha prática: a pirataria, que consiste em transmitir um jogo baseado nas informações de outra rádio. A Globo não adotou tal procedimento e preferiu dar informações periódicas.

Segundo o coordenador de esportes da Capital, Carlos Borges, as emissoras cometeram uma gafe ao adotar tal procedimento. “Como o Higuita demorava muito a cobrar o pênalti, o Garcia Júnior aproveitou para veicular um anúncio do automóvel Gol, da Volkswagen, em que grita “Gooooooolll!!!”. A Tupi e a Tamoio pen saram que tinham sido gol do Higuita e transmitiram o lance. O detalhe é que o Acácio defendeu o chute e as emissoras tiveram que voltar atrás.”

Luiz Penido, chefe de esportes da Tupi, e Waldir Luiz, repórter da Tamoio, negam a versão da equipe da Capital, e garantem que transmitiram o jogo ouvindo rádios colombianas. “É mentira. Não iríamos confiar na transmissão da Capital, que estaria sujeita a interferências. Optamos pela rádio Caracol”, disse Penido. Um funcionário da Tupi, no entanto, confirmou que a emissora pirateou a transmissão da Capital. Waldir Luiz fez côro a Penido. “Não nego que escutamos a Capital, mas nosso trabalho foram feitos em cima das informações da Rádio Nacional da Colômbia. ”