Simpósio- 1 e 2 de dezembro de 2017- “E, o Rádio Acabou?”

Pessoal do email, do Facebook e do WhatsApp.
Buenas Noches…
 
Peço zilhões de desculpas por não ter divulgado antes o simpósio que aborda futuro do nosso meio tão querido e amado rádio. Entretanto, ando numa correria danada e só hoje, enfim, posso e pude redigir sobre seminário.
 
O encontro deste simpósio como foi explicado acima, está ocorrendo no campus Cidade, localizado na  Rua Gonçalves Dias, 56 – Centro – Rio de Janeiro – CEP: 20050-030…
Amanhã, sábado, 2 de dezembro, o seminário ocorrerá a partir das 9 horas. E, lá estarei participando do I simpósio…
 
Mais descrições abaixo:
Detalhes:   https://goo.gl/ZPvp2J
Inscrição:  https://goo.gl/h51Xc2
Whatsapp: https://goo.gl/xaspNh
Valor por pessoa: R$ 20,00
Enviarei, em anexo, a foto do querido colega banguense(como eu), Sidney Rezende, que palestrou no simpósio hoje. Infelizmente, por conta do meu trabalho na Banana Prata Acessórios, não pude estar presencialmente ao evento.
 
Espero você lá!
 
 
Um abraço enorme a todos,
fraternalmente,
Isabela Guedes.
sidneyrezende- simpósio radio dezembro de 2017
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A Memória Como Arte- Por: Marcos de Castro

A Memória Como Arte- Por Marcos de Castro

Artigo escrito em 1966

“Uma porção de jornais anunciou, quando da apresentação dos jogadores da seleção, dia 1º de abril, e insistiu depois, por ocasião do primeiro treino, em Lambari, que começara “a campanha do tri”.

Tôdas as agências de viagem- e não são poucas as que diariamente fazem publicidade de seus planos de excursão “em suaves prestações mensais”- procuram tentar o leitor na base de “vá à Londres e veja o tri”. Há um programa de televisão com nome de gôsto duvidoso – na base – na base da repetição insistente da mesma sílaba a ponto de quase enrolar a língua do pobre que se arrisca a dizer depressa a frase – que fala em tri.

Assim quase tudo, nesta época de preparativos para o Campeonato do Mundo, em Londres. Ou na Inglaterra, para dizer até com mais correção, porque o Brasil pelo menos deverá fazer a maior parte de sua campanha em Liverpool e talvez mesmo, dependendo de seus resultados iniciais, só jogue uma vez em Londres: a finalíssima, no caso de classificar-se. Então por que é que ninguém fala na “campanha para o Campeonato Mundial na Inglaterra”? Por que é que as agências de publicidade não falam em “Vá à Londres e veja a Copa do Mundo” e por que, enfim, os programas não tiram essa simpática palavrinha “tri” de seus nomes?    

Na verdade, jornais, agências de viagem ou emissoras de televisão podiam evitar essa coisa sem sentido de chamar a campanha do preparatória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de campanha do tri, mas afinal de contas, trata-se de emprêsas particulares que podem agir como bem entender, desde que julguem que essa é uma maneira mais comercial ou mais eficiente, do ponto de vista de comunicação de massas, para atingir leitores ou fregueses. O que é mais grave é que a própria CBD, esquecida do quanto evoluiu de 1950 para cá, faça a sua publicidadezinha em caixas de fósforos ou por outros meios usando a mesma expressão tri.   A impressão que se tem é que o Brasil não vai disputar nada. Vai embarcar para Londres a fim de receber homenagens especiais, meter o “caneco” na bagagem e voltar com o tri tão sonhado. “Vamos à Londres para o tri”, “vá à Londres para o tri”. É. Não há quase ninguém  neste país – talvez mesmo os homens de govêrno, estejam dando o mau exemplo, não sei, mas o fato é que o tri é importante para êles e podem estar se adiantando aos fatos, num sonho bom – que hoje em dia deixe de se referir  assim ao Campeonato do Mundo. A lei do menor esfôrço, pelo menos essa, dá razão a todos êles: é tão mais simples – o tri. Para que essa complicação tôda de Campeonato do Mundo na Inglaterra?

Muito ao contrário da impressão que dá quando a gente ouve falar no tri, o Campeonato na Inglaterra, está longe de ser a festa da coroação daquilo que já conquistamos por antecipação êsse monossílabozinho tão maneiro. A Copa sempre foi uma guerra: eis a expressão mais sábia que se pode ouvir de quem já tem alguma experiência de mundiais de futebol. E, se sempre foi uma guerra, por que motivo haveria de ser diferente em Londres. É possível que haja  quem – anjinho- acredite que a tradicional fleugma e o velho cavalheirismos dos britânicos nos encha de beijos e os abraços, só. Mas só fora do campo. Que dentro do campo, no chamado calor da disputa, guerra é guerra. E nem só com os britânicos jogaremos nós, A impressão que se tem é, mesmo, que esta Copa mais do que nenhuma será uma guerra. Pelo menos desta vez há as características inéditas de alguém na disputa que pode ser tri e de três que podem levar a taça de vez. É fácil deduzir daí que a guerra será maior, pois nenhum dos outros deseja que a taça saia de disputa.” 

 

 

 

 

Balança Mas Não Cai- Década de 1950

Prezados amigos,

boa noite…

Após um bom tempo sem atualizar o “bichinho” aqui, me deu muita vontade em atualizar, pois o espetáculo Emillinha, protagonizado por Stella Maria e Fabrício Negri, que eu fui assistí-los 4 vezes, me deu uma bruta saudade em atualizar o blog.

O áudio que eu porei agora, faz parte do meu acervo que eu não mexia a pelo menos 7 anos. Se trata de mais um programa radiofônico Balança Mas Não Cai, na Rádio Nacional, a antiga PRE-8, hoje, nos 1.130 KHz.

 Este áudio, em questão, tem a passagem do personagem Peladinho, ávido torcedor rubro-negro, vivido pelo artista Germano, dialogando com o radialista Antônio Cordeiro e outros jogadores e técnicos à época, cujo foco foi a peleja entre Bangu e Fluminense, na década de 1950, na contagem de 6 minutos e 30 segundos(mais ou menos).

 

Um abraço,

Isabela Guedes

Espetáculo “Emilinha”- Teatro Maison du France- Até 31 de Agosto

Prezados,

na última quinta feira, 17 de agosto de 2017, fui assistir a um musical chamado “Emilinha”, com a GRANDE ATRIZ Stella Maria Rodrigues.

Stella Rodrigues - Emilinha- agosto 2017

Irei dar a minha humilde opinião primeiramente sobre a atriz e depois sobre o espetáculo “Emilinha” , frisando que, NÃO SOU CRÍTICA DE ARTE. Apenas sou uma leiga jornalista e que comete exageros e falhas.

Em junho último, uma amiga me chamou para assistir a um monólogo chamado “Solteira, Casada, Viúva, Divorciada”, até então uma atriz desconhecida. Fui assistir a peça no “escuro” e com uma ÚNICA INFORMAÇÃO: É COMÉDIA.

Ao começar a peça e na minha primeira gargalhada espontânea senti que a peça e a atriz seriam maravilhosas. E foi. Abro um parêntese aqui: É muito difícil fazer arte e cultura num Brasil aonde há muitas carências e necessidades básicas como saúde e escola na sua base.  E o teatro é uma dessas artes, que se,  o autor e o diretor não tiverem uma “mão” sobre o tema a ser exposto, a peça NÃO FLUI.

Eu gostei do tema. Bem atual por sinal. Mas, o que me chamou a atenção foi a segurança e o “segurar À pemba” que um MONÓLOGO deve conter. E esta competência, a Stella soube “tocar de prima para a esquerda, matando a pelota no peito e mirando para o gol” com maestria.

stella rodrigues-emilinha2

Após 2 meses e a promessa à atriz de que voltaria para assistir à peça Emilinha(tema este, voltado para a cantora GRANDE Emilinha Borba, que morreu em 2005, deixando milhares de fãs órfãos e um fã clube maravilhoso tocado por Mário Marinho), lá fui assistir numa quinta-feira, embora chuvosa, entretanto, muito prazerosa.

O legado de Emilinha (Borba),- incluem-se à emissora radiofônica forte, que foi a Rádio Nacional; a rivalidade com a cantora Marlene, que parecia um verdadeiro Flamengo x Fluminense, no imenso auditório localizado na Praça Mauá número 7- Cobertura, nas décadas de 1940 e 1950, chamado por muitos especialistas como a ERA DO OURO DO RÁDIO.

Sobre a “Emilinha” de Stella Maria Rodrigues e” O César de Alencar e o Luiz Gonzaga”, de Fabrício Lago Nigri e a direção de Sueli Guerra, foi a pitada exata na emoção. Emoção esta que, como estava só, tive que consolar a uma senhora que estava muito chorosa e saudosa na plateia, soluçando na plateia, o reviver, no palco, a própria Emilinha Borba.

Uma curiosidade: O ciclo a ser encerrado, 31 de agosto, seria o aniversário da própria cantora Emilinha Borba.

O espetáculo ficará em cartaz até o dia 31 de  agosto de 2017, às quartas e quintas-feiras, a partir das 19 horas, no teatro Maison du France, na Avenida Antônio Carlos, número 58(Centro do Rio de Janeiro).

O preço do espetáculo está a R$60. A meia- entrada custa R$30.

 

1952: Trecho Pelos 15 anos de Ari Barroso na Rádio Tupi

Prezados,

é com MUITO PRAZER E HONRA que apresento um trecho histórico da radiofonia esportiva brasileira, cedido por 2 grandes meus amigos: Paulo Francisco e Marco Aurélio de Carvalho.

Em 1952, o radialista Ari Barroso fez 15 anos na empresa Rádio Tupi. E, em conseqüência e reconhecimento, a emissora armou no seu imenso auditório, à época, um “bruta” especial, ao eterno “Speaker da Gaitinha”.

Este registro têm vozes de muitas pessoas queridas e que abrilhantaram os microfones pelo Brasil. Como este blog foca na historicidade do rádio esportivo, este registro em si, tem a voz marcante de Antônio Cordeiro e uma “palhinha” do cantor Cyro Monteiro.

Um abraço,

Isabela Guedes

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Lançamento do Livro sobre “Sandro Moreyra- Um Autor à Procura de um Personagem”- 22 de Agosto de 2017- Por: Paulo Cezar Guimarães

Na próxima terça-feira, 22 de agosto de 2017, a partir das 19 horas, o professor universitário da Facha e biógrafo, Paulo Cézar Guimarães, lançará no salão nobre do Botafogo(Mourisco),o lançamento do jornalista da crônica esportiva e botafoguense, Sandro Moreira, pela Gryphus Editora.

Aqui abaixo, você lerá o release enviado para a imprensa.

Um abraço,

Isabela Guedes

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“A editora Gisela Zincone, da Gryphus Editora, só pôde dizer sim para a proposta da jornalista Sandra Moreyra: publicar o primeiro livro biográfico sobre seu pai, o famoso jornalista esportivo Sandro Moreyra (1918-1987). A ideia partiu do jornalista e escritor Paulo Cézar Guimarães, o PC, que conseguiu convencer as duas a levarem adiante seu projeto.

Como o mais aplicado dos repórteres, o autor ouviu mais de 100 pessoas que conviveram com Sandro. Mergulhou de cabeça na vida do biografado, leu dezenas de livros, pesquisou periódicos, sites, blog, assistiu filmes e visitou acervos públicos e pessoais. Foram conversas com parentes, jornalistas, jo­gadores, técnicos, juízes de Direito e árbitros de futebol.

Entre os entrevistados, Zico, Júnior, Agnaldo Timóteo, Antônio Maria Filho, Arnaldo Cézar Coelho, Elza Soares, Carlos Alberto Torres, Galvão Bueno, João Máximo, José Carlos Araújo, Juca Kfouri, Sérgio Cabral (pai), Ancelmo Gois, além das duas filhas (Sandra e Eugênia) e outros parentes próximos.

“Resgatar Sandro Moreyra, cuja coluna no Jornal do Brasil era daquelas que faziam muita gente ler o jornal de trás para a frente, deu-me a oportunidade de conversar com pessoas engraçadíssimas e irreverentes ao estilo do próprio colunista. A geração dele era de uma época romântica em que se exercia o jornalismo com paixão e prazer”, comenta o autor, que reuniu um memorável caderno de fotos.

Um time forte acompanhou PC na produção do livro: Ique assina a caricatura da capa, João Máximo o texto da orelha e Carlos Eduardo Novaes, o prefácio.  Já Sandra Moreyra, responsável pelo texto da quarta capa, manteve encontros com PC por mais de um ano e cedeu fotos, recortes de jornais, cartas e postais.

“Passamos cerca de um mês sem trocar mensagens. No início de outubro ela enviou o e-mail: ´PC, fiz exames e vou ter que passar por nova quimioterapia. Antes que eu fique derrubada e preguiçosa para escrever, vai aí o texto da contracapa. Espero que goste. Dessa vez, porém, foi traída pela maldita doença que enfrentou durante sete anos. Foi embora encontrar com o pai no dia 10 de novembro de 2015”, relembra o biógrafo.

 

Filho de Eugênia e Álvaro Moreyra, duas grandes figuras da cultura bra­sileira na primeira metade do século, Sandro era craque com as palavras. Trabalhou por mais de 30 anos na redação do Jornal do Brasil, onde assinou a coluna Bola dividida. “Mais que um livro sobre futebol, a publicação fala sobre os pais de Sandro, da relação dele com a política, com o jornalismo, com a Mangueira, com as filhas, com os amigos e com as três esposas que teve, Milu, Lea e Marta”, comenta Gisela Zincone.

Conhecido pelo bom-humor e pelo bronzeado permanente, era na Praia de Ipanema que Sandro batia ponto antes de ir para a redação do JB. Chegava ao trabalho no fim da tarde, sempre depois de um mergulho com os parceiros João Saldanha, Carlinhos Niemeyer, Fernando Calazans, Heleno de Freitas e Sérgio Porto.  Em sua coluna, sempre abastecia os leitores com notícias fresquinhas do futebol, sobretudo do Botafogo, seu time do coração.

O livro lembra que mais de 500 pessoas, entre jornalistas, escritores, políticos, artistas, diri­gentes de clubes, autoridades e fãs foram para a despedida de Sandro naquele 29 de agosto de 1987. Como reforça o locutor José Carlos Araújo, que cobriu o Botafogo como repórter, “Sandro era daqueles que contava piadas até em velórios”. E no seu não poderia ser diferente. A forma­lidade e todos os rituais foram mandados para escanteio. O caixão foi coberto com as bandeiras do Botafogo, do PDT (Partido Democrático Trabalhista) e da Mangueira; e com um adesivo “Diretas Já. Brizola presidente”.

O “adeus ao jornalista”, publicado em três páginas, foi destaque na capa do Jornal do Brasil, com uma foto que mostrou em primeiro plano o líder comu­nista Luiz Carlos Prestes carregando o caixão. O Globo publicou: “Sandro Moreyra é enterrado: o Rio perde um repórter bem-humorado”. Além de citar a presença de ex-jogadores como Zizinho e Ademir Menezes, o jornal destacou que “Sandro foi fiel a seus dois amores: o Botafogo e a Mangueira, cujas bandeiras cobriram o caixão”.”

SERVIÇO:

Sobre o livro

Título: Sandro Moreya – Um autor à procura de um personagem

Autor: Paulo Cezar Guimarães

 

Ano de edição: 2017

Preço de capa: R$ 49,90

Lançamento:

Data: 22 de agosto

Hora: 19h

Local: Sede do Botafogo (Avenida Venceslau Brás, 72 – Botafogo)

Telefone: (21) 2546-1988

Mesa Redonda: Futebol e Literatura na UERJ

Na próxima terça-feira, 23 de maio de 2017, ocorrerá na UERJ, no bairro do Maracanã, a partir das 19:30H, um debate acerca do debate entre Futebol e literatura sob a moderação da professora e doutora Vívian Fonseca e a coordenação será feita pelo professor e doutor Élcio Loureiro Cornelson…

Vale a pena conferir!

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FONTE- FACEBOOK:  

“FUTEBOL E LITERATURA NOS TRÓPICOS”

mesa-redonda com palestras de
Prof. Dr. Shawn Stein (Dickinson College)

Prof. Dr. Élcio Loureiro Cornelsen (UFMG)
Prof. Dr. Álvaro do Cabo (UCAM e Sport/UFRJ)
Moderação: Profa. Dra. Vivian Fonseca (UERJ e CPDOC/FGV)

Nessa mesa-redonda, os pesquisadores Shawn Stein, Álvaro Cabo e Elcio Cornelsen falarão sobre a relação entre futebol e literatura na América Latina, que se inspiram mutuamente, desde o lance “poético” do futebol, ao gol que é “pura poesia” nos versos de nossos trovadores do esporte bretão. A partir da Literatura, abordarão as relações entre futebol, política e sociedade nos trópicos em meio ao jogo e à ginga poética. Essas questões serão abordadas a partir de diferentes abordagens pelos convidados. Shawn Stein discutirá as produções ficcionais de futebol com o foco nas mulheres. Élcio Cornelsen, por outro lado, tratará do estilo hiperbólico de Nelson Rodrigues na crônica “O Eichmann do apito”. Por fim, Álvaro do Cabo irá analisar o romance policial peruano “La Pena Máxima’, de S. Roncagliolo, ambientando durante a Copa do Mundo de 1978.

Data: 23 de maio de 2017, terça-feira, 19:30h
Local: Sala 9019 Bloco F, 9º andar, UERJ.
R. São Francisco Xavier, 524. Maracanã

futebol e literatura nos trópicos- 23 de maio de 2017