Campeonato Brasileiro é na RádioWeb/Rádio Grande Rio(KHz 1560 AM)

Hoje, às 16h, você acompanha simultaneamente três jogos pelo Campeonato Brasileiro no som da dobradinha forte do rádio esportivo: Rádio Grande Rio AM 1560 e Rádio Web Total.

Corinthians e Botafogo se enfrentam na Arena Corinthians, em São Paulo, e o grande do nosso timaço, Paulo César Rabelo, conta todos os detalhes com reportagens de Marcos Sales.

O Flamengo recebe o São Paulo no Mané Garrincha, em Brasília, e o locutor simpatia, Sidnei Silva, narra com reportagens de Márcio Feitosa.

Já o Fluminense encara o Sport na Ilha do Retiro e o repórter Anderson Moura informa os principais lances.

Maycon Santos, Marcelo Cunha e Rômulo Ferrari informam Portuguesa Carioca x São Bento, pela Série D, direto de São Januário.

Rafael Leivas comanda a Central Eletrônica de Informações com os resultados do futebol no Brasil e no mundo.

Ouça e participe da nossa super jornada esportiva:

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Os Malabarares “Radioanônimos” na Era Romântica dos Anos 1930

Este post a ser destacado não citará nomes dos que fizeram com que a radiofonia esportiva estivesse avançada, a tal ponto para que a televisão nos dias de hoje, leia-se Rede Globo, ser a EXCLUSIVA para que os técnicos e as “açeçorias” dos jogadores só quererem que os seus assessorados dêem as principais novidades e notícias à “rede vênus platinada”.

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Na Era romântica do rádio, compreendida dos anos 1930 até 1950, os locutores esportivos faziam verdadeiras “ginásticas” para pôr as emissoras ao vivo, pois enfrentavam muitos percalços por conta da limitação de recursos técnicos, levando assim, as transmissões esportivas a um não “padrão” de excelência aos ouvintes. A tecnologia era escassa e a comunicação telefônica tinha que ser feita com uma semana de antecedência.

A qualidade pelo aparelho descoberto por Graham Bell não ajudada. Embora colaborasse pouco, os técnicos tentavam igualar o som das linhas telefônicas para melhorar a qualidade na voz. Mesmo assim, uma transmissão pelo telefônica não saía o suficiente audível.

O esforço dos radialistas esportivos e os seus operários para porem uma transmissão esportiva no ar era tamanho que, subiam até em postes de rua para completarem uma ligação clandestina e em galinheiros(pois muitos clubes vetaram, à época, que uma narração esportiva fosse realizada).

O atraso tecnológico acarretou no início do rádio esportivo, inúmeros obstáculos técnicos. Os microfones, eram pesados e funcionavam à carvão. Os speakers davam-lhes socos objetivando um som um pouco melhor.

As resiliência e persistência em realizar narrações esportivas diretas acabaram provocando uma busca num melhor aperfeiçoando nos aparelhos e o gênero JORNALISMO RADIOFÔNICO BRASILEIRO ESPORTIVO assim despontou.

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João Roberto Kelly festeja Aniversário no Cordão da Bola Preta

O multifacetado artista João Roberto Kelly, autor das marchinhas de carnaval como “Joga a Chave, Meu amor”, “Cabeleira do Zezé”, “Mulata do Iê- Iê- Iê” e “Maria Sapatão”, festejará mais uma “primavera”, 23 de junho, quinta-feira, no Cordão da Bola Preta, às 19 horas.

Nesta reunião, João cantará e tocará os seus inúmeros sucessos de marchinhas e outras do cancioneiro popular.

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Serviço:

Aniversário de João Roberto Kelly

Data: 23 de junho de 2016

Horas: 19 horas

Local: Cordão da Bola Preta

Rua da Relação, número 3- Centro da Cidade

Rádio Esportivo Carioca:Antonio Cordeiro lança um Programa Diferente

Há alguns anos, o radialista José Rezende, me enviou várias fotos acerca o rádio esportivo. Esta matéria que eu vou expor, deve datar anos 1940, numa seção que tinha(ou Revista Manchete Esportiva ou numa gazeta qualquer que tinha uma seção chamada “Rádio Esportivo”- motivo pelo qual dei o nome para o meu “enésimo” blog voltado pro rádio esportivo). Caso vocês tenham a curiosidade, quando a matéria for citar “Distrito Federal”, na época, era o Rio de Janeiro, e não Brasília. Outra curiosidade é que até os anos 70, não havia a frequência em KHz e sim em quilociclos, e as siglas, eram às frequências das emissoras.

A matéria que eu porei aqui será sobre o lançamento de um programa pela Rádio Nacional chamado “Bate Bola Nacional”(ainda está no ar pela mesma emissora, pelas rádios EBC ,às 20 horas, às segundas às sextas-feiras).

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Antônio Cordeiro lançou na Nacional Um programa Diferente
Por: Levy Kleiman 
A radiofonia esportiva no Distrito Federal está dia-a-dia, ganhando mais terreno. Recentemente a Rádio Guanabara, preparando-se para uma grande fase, passou a apresentar seis programas diários sobre assuntos esportivos, e um mês após a “C-8” ter iniciado esta grande programação especializado, a “E-8”, emissora líder do“broadcasting” nacional lançou uma novidade no assunto. A Rádio Nacional entre todas as estações que irradiam os jogos de futebol era a única que não possuía uma programação de esportes nos dias úteis. Aliás em 1943, a emissora que ocupa os últimos andares do edifício “A Noite”, apresentou diariamente durante vários meses a “Resenha Esportiva Brasileira”, montada e redigida pelo autor destas linhas,
e apresentada por Gagliano Neto.
 
Inicialmente  no horário de 18:30 às 18:45, e posteriormente das 17:30 às 17:45. Antônio Cordeiro, que há vários anos comanda a equipe esportiva da Rádio Nacional, sentiu a necessidade de um contato mais amplo com os ouvintes das ondas curtas e longas da potente emissora, e após a sua visita a Portugal, a Espanha, quando transmitiu os jogos da temporada do Vasco da Gama, resolveu pôr em prática uma ideia que acalentava há muito. Dificuldades de horário no lotadíssimo espaço de tempo noturno da “E-8”, impediram o imediato lançamento do programa. No dia 1º de setembro, às 18:30, o “Speaker-Cronista”, anunciou pela primeira vez, o lançamento do programa “No Mundo da Bola”. Trata-se de um autêntico “broadcast”, porque  ao contrário dos demais programas não se limita ao noticiário, e apresenta reportagens, biografias e episódios esportivos radiofonizados, boletins noticiosos, e um concurso em bases inéditas para os torcedores. 
o radio esportivo- estreia de no mundo da bola

Este programa está sendo apresentado às segundas, quartas e sextas-feiras, das 18:30H às 18:45hs.

Sempre, porém, que houver uma novidade no setor esportivo, Antônio Cordeiro, irradiará um noticiário pormenorizado nos outros dias da semana, neste horário, ou então em outro momento em que tiver conhecimento do fato.

 

 

Sugestão de Filme: “Doonby”- Todos Têm o Direito de Viver

Texto retirado do blog Serviço Espírita de Informação– SEI :

Na quinta-feira 16 de junho entrará em cartaz “Doonby – Todos têm o direito de viver”, produção cinematográfica pró-vida com John Schneider, um dos atores da dupla da série “Os Gatões”, muito popular no Brasil na década de 1980, e Robert Davi que, dentre outros clássicos, participou do filme “The Goonies”, de Steven Spielberg.

Filme pro vida

A responsável pela vinda do longa pró-vida ao Brasil é a “Estação da Luz Filmes”, de Fortaleza, que já produziu e coproduziu sucessos como “Chico Xavier – o filme” e “As mães de Chico Xavier”. A produtora foi a mesma que trouxe ao Brasil, em 2013, o polêmico documentário “Blood Money – aborto legalizado”, que denunciou os interesses da indústria do aborto nos Estados Unidos.
A pré-estreia no Rio de Janeiro acontece no dia 13 de junho, no Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo, às 19h30, para convidados. As pré-estreias pelo Brasil terão a presença do diretor e produtor britânico Peter Mackenzie. 
É importante que um maior número possível de pessoas compareça às primeiras sessões do filme tão logo entre em cartaz, já que a boa procura na estreia garante a exibição por mais tempo e em mais salas.
Para ver o trailer de “Doonby – Todos têm o direito de viver”, clique aqui.
Outros detalhes, diretamente no site da Estação da Luz: www.estacaoluzfilmes.com.br.
Salas de Exibição no Brasil
1) Rio de Janeiro: Espaço Itaú de Cinema. 21:20 hrs;

2) São Paulo: Espaço Itaú de Cinema. 18 hrs.

3) Brasília: Espaço Itaú de Cinema. 17:30 hrs.

4) Recife. Cinépolis. Shopping Guararapes. 19:30 hrs.

5) Fortaleza. Cinépolis. Shopping Rio Mar. 19:40 hrs.

6) Goiânia. Cine Lumière. Shopping Bougainville. 19:30 hrs.

ASSOCIAÇÃO DE ANÕES DO RIO DE JANEIRO PROMOVE FESTA JUNINA

Eitâ só, a Associação de Anões do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ) vai realizar a sua 7º Edição da Festa Junina, no dia 25 de Junho, a partir das 13h.

A ANAERJ existe desde 2007, e tem como presidente a advogada que também tem nanismo, Kenia Maria Rio, militante da causa. “Essa atividade acontece todo ano, para promover a interação entre os anões do RJ e suas famílias, durante a festa acontecem novas amizades e até novas paixões”, destacou Kenia.

Durante a festa, será gravado o documentário, Gigantes da Alegria 2. O bloco, como o mesmo nome sai todos os anos na Sapucaí, na escola de Samba “Embaixadores da Alegria”, abrindo o desfile das campeãs.  Desfilam na agremiação, cerca de duas mil pessoas com alguma deficiência, e os anões se destacam pela quantidade de adeptos e pela alegria contagiante durante o percurso. A ideia foi do diretor do projeto, Ricardo Rodrigues, que gravou o primeiro documentário, em 2011.

O Anarriê da ANAERJ vai contar com comidas típicas, brincadeiras e a tradicional quadrilha, onde participam todos os membros da associação. “Não falto a nenhuma atividade da ANAERJ, são através desses encontros que podemos trocar experiência e conhecer pessoas com a mesma deficiência da minha filha”, afirmou Geisa Rasori, mãe da Sara com Nanismo Epifisário Congênito, um dos 200 tipos de nanismo.

A festa caipira vai servir também para comemorar as conquistas alcançadas pelo segmento, nos últimos anos, como as Leis e Projetos de Leis municipais (Mesquita), pela vereadora Cris Gêmeas, já sancionada (PCdoB), a Estadual (RJ), pela Deputada Daniele Guerreiro(Projeto de Lei), Projeto de Lei do município do RJ ,  Vereador Tiago Ribeiro e a aprovação no senado do Projeto de Lei da Nacional (Senador Romário).

O evento Junino da ANAERJ será realizado no Centro Cultural Zona Oeste, localizado a Rua Açurua, 146 – Padre Miguel, e o ingresso estão sendo vendidos no valor de R$35, em depósito na conta da Associação, Ag: 3176 / CC 445533-9 / Bradesco, onde será investido na organização. Mais informações página  da instituição no facebook.

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Copa de 1978-Rádio Nacional: a Seleção Brasileira do Rádio

Aqui, está exposta, uma campanha publicitária, em 1978, para que o público ouvinte, pudesse ouvir pelas “ondas do rádio”, a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, com a equipe da Rádio Nacional( José Carlos Araújo, Washington Rodrigues, Denis Menezes e Luiz Mendes, Willy Gonzer e Sergio Moraes), ainda na sintonia nos AM 980 KHz, pela antiga Radiobras.

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José Carlos Araújo, na Rádio Nacional, em 1999

Prezados, essa edição que eu porei é um áudio de um programa esportivo que a Rádio Nacional do Rio de Janeiro tinha em 1999 denominado “Papo de Esporte”. Neste áudio, do dia 28 de outubro de 1999, está contida uma bela entrevista que o narrador esportivo dos KHz 1130 AM, Carlos Borges, entrevistou o então narrador esportivo, da Rádio Globo(KHz 1220 AM) e que dispensa comentários e adjetivos, chamado José Carlos Araújo. Hoje, Zé, está na Rádio Tupi(KHz 1280 AM), narrando ao lado do amigo e compadre, Washington Rodrigues.

Garotinho, para quem não sabe, foi narrador principal da Nacional, de 1977 a 1984 e transmitiu 2 Copas do Mundo( 1978-Argentina e 1982- Espanha). Uma aula de profissionalismo e que está muito atual nos dias de hoje.

 

 

 

Ary Barroso: O Locutor Esportiva e a Sua Gaitinha

A música e o futebol em muitas ocasiões “deram samba”. Na década de 1930, mais precisamente em 1936, houve um marco na radiofonia esportiva.

O locutor da Rádio Cruzeiro do Sul, Afonso Scola, teve de ser internado às pressas, gerando assim, uma grande comoção na emissora.

O nome de Ary Barroso foi “ventilado” na Cruzeiro do Sul e o próprio disse “sim” e o matrimônio entre futebol, rádio e Ary Barroso geraram frutos.

No início de sua vida em Ubá, Minas Gerais, Ary Barroso foi um simpatizante pelo Fluminense, embora a real paixão clubística fosse o Flamengo.

O certame de estreia do SPEAKER ocorreu entre Flamengo e Fluminense decisivo, onde o placar final foi um empate de 1 a 1. O título foi para o Clube das Laranjeiras. Nesta peleja, na expecativa de uma escorregadela do jovem locutor por não conseguir acompanhar as jogadas em tempo real, o amigo Paulo Roberto esteve ao seu lado, prontamente, para um possível auxílio(caso fosse necessário).

Ary, teve um baita sucesso logo na estreia. Descreveu o jogo com uma forma inovadora, pondo novas formas de como observava as jogadas no campo, colocando assim, o seu brilhantismo na radiofonia esportiva, um espetáculo à parte.

Ao longo do tempo dentro do broadcasting, Ary NUNCA escondeu que era flamenguista “rôxo”, embora a sua parcialidade, atraísse um maior número de torcedores para o Flamengo. Em suma: Barroso, autor de “Aquarela do Brasil”, entendia do riscado, por entender o lado técnico do jogador, da sua capacidade no “tapete verde”, levando assim, um olhar de 360º, num encontro entre o homem com o seu objeto(a “pelota”, o gol), como um simples jogo de futebol tem a sua significação. 

Áudio: Lamartine Babo e o jingle Esportivo nos anos 1930

Lamartine Babo, cantor popular no Brasil dos anos 1930, não foi narrador esportivo. Entretanto, contribuiu e muito para o engradecimento dos times do Rio de Janeiro, ao compor em 1949, com o patrocínio do programa de rádio Trem da Alegria, em 1 dia, os hinos dos clubes do Rio de Janeiro, que não são os oficiais. O mais bonito, é do América Football Club, seu clube de coração.

Porei um jingle esportivo da autoria de “Lalá”, com as vozes do Almirante, Mário Reis, Lamartine Babo e o cacarejo de Carmen Miranda, que remete as 5 estações de rádio existentes no Rio de Janeiro nos anos 1930, que foram: Educadora(PRAC), Rádio Educadora, Rádio Philips (PRAX), Rádio Mayrink Veiga (PRAK), Rádio Sociedade ( PRAA), Rádio Clube do Brasil (PRAB).

Estes eram os antigos prefixos, originários dos primitivos anos 20. Em meados da década de 30 seriam alterados para outros PRs, ficando assim até o fim dos anos 60, quando todas as emissoras brasileiras passariam a ter prefixos iniciados com ZY…; a Rádio Philips, por exemplo, foi PRAX, depois virou Nacional PRE8 e desde os fim dos 60 é ZYJ460. Vale ressaltar que nos anos 30, 40 e 50 o prefixo oficial das emissoras era conhecidíssimo pelo público e tão citado ( ou até mais) do que o nome “fantasia” da Rádio.

 

 

 

Crime Contra Meio Ambiente em Mangaratiba

O IEVA – Institutos Eventos Ambientais, ajuizou uma Ação Civil Pública na Comarca de Mangaratiba para impedir que o Resort Portobello continuasse as obras de aberturas de canais navegáveis no interior do Condomínio Geral Portobello, localizado as margens da Rodovia Rio Santos. A intervenção no meio ambiente representa uma grave ofensa à saúde da fauna e da flora da localidade, fato que ao longo do tempo trará prejuízos imensos à biota local, causando um desequilíbrio na rica vida animal e vegetal da localidade.

A abertura dos canais, efetuada para proporcionar especulação imobiliária dentro da região do condomínio, joga para dentro das águas do Rio São Brás, importante integrante da bacia hidrográfica da região, imensa quantidade de água marinha (salina), afetando diretamente a fauna e a flora fluviais em um fenômeno chamado salinização da pluma do rio.

Este fenômeno representa justamente a invasão da água doce do rio pela água salgada do mar, que mata o ecossistema hidrográfico, ao mesmo tempo, provoca a erosão (desgaste das encostas do rio) em razão da morte da fauna hidrográfica, causando o assoreamento do leito do rio gerando inundações devido ao acúmulo de terra no seu fundo.

Na ação civil pública o instituto também alegou que, no interior do Condomínio Portobello, onde se encontra o Resort, réu na ação civil pública, uma outra empresa pertencente ao mesmo grupo econômico (todas capitaneadas pelo empresário Carlos Jardim Borges), denominada Postobello Comércio de Combustíveis, vem desenvolvendo atividades predatórias do meio ambiente, construindo um posto revendedor de combustíveis sobre áreas de manguezal, que por força de lei são áreas de preservação permanente sobre as quais não se pode desenvolver nenhuma atividade considerada nociva ao meio ambiente.

Em razão dos argumentos apresentados, e com base em firme parecer do Ministério Público de Angra do Reis, responsável pela defesa dos interesses coletivos, o Juiz da Vara Única da Comarca de Mangaratiba, Dr. Marcelo Borges Barbosa deferiu liminar para impedir a continuidade das obras, sob pena de multa no valor de R$ 100.000,00 em vista da possibilidade de danos irreparáveis ao meio ambiente.

Tanto o Resort Portobello quanto a empresa Postobello Comércio de Combustíveis recorreram da decisão. O recurso foi distribuído à 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tendo como relatora a Desembargadora Mônica Sardas, que, em uma decisão astronômica no processo, deferiu efeito suspensivo ao recurso, o que suspende a liminar do juiz de Mangaratiba e autoriza a continuidade das obras que atentam gritantemente contra o meio ambiente.

Atualmente, o recurso aguarda na 20ª Câmara Cível o seu julgamento definitivo, quando o órgão julgador decidirá se as obras devem permanecer suspensas até o final do julgamento da Ação Civil Pública.”

PARATLETA DE RUGBY DA SELEÇÃO BRASILEIRA FAZ CAMPANHA PARA COMPRA DE CADEIRA ADAPTADA IMPORTADA

O paratleta, Júlio Cezar Braz (má formação congênita), 25 anos, campeão brasileiro de Rugby em Cadeiras de Rodas, com o Minas QuadRugby, foi pré convocado para as Paralímpiadas Rio 2016. A lista foi divulgada, no último domingo (5), no site da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC).

A competição vai acontecer em Setembro, e o atleta está fazendo uma campanha nas redes sociais, para comprar uma cadeira adaptada, com suas medidas, no valor de R$10.000,00. O equipamento que é importado vai ajudá-lo a ter melhores resultados e assim aumentar as chances de ser convocado para a lista oficial das paralímpiadas “Não tenho condições de comprar uma cadeira tendo a importância até Julho, para dar tempo de me adaptar e treinar para as paralímpiadas” ressaltou Júlio.

O jovem foi convocado, juntamente com a Seleção Brasileira, para disputar o Metro Cup Internacional na Polônia, em Julho. “Fico muito feliz em levar o nome da minha cidade e do Rio de Janeiro para fora do Brasil, minha meta agora, é ser convocado de fato para os Jogos Paralímpicos Rio 2016”, afirmou. Será a primeira viagem internacional do atleta pela seleção, jogando como profissional. Julio foi revelado pelo time da ASSIDEF Taurus Rugby, na cidade de Mesquita- RJ, que hoje joga na segunda divisão.

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Ato: Ocupa Ensino Médio(6/6/2016)-Eu FUI

Na última segunda feira, 6 de junho, fui agraciada por ser brindada na minha “casa”, a Associação Brasileira de Imprensa(ABI), no nono andar, pelo ato em defesa do Ensino Médio, organizado pela Pontifícia Universidade Católica(PUC), cujos professores que organizaram foram Marcelo Burgos(Ciências Sociais) e Edgar Lyra(Filosofia) e a super colaboração da querida colega de instituição, Dorlene Meireles.

Para mim, foi uma noite histórica na ABI, com um auditório lotado e as várias participações de instituições como o Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier e outras, que levaram as “sementes do amanhã”, os jovens, a me fazer refletir que num “futuro”(que é a construção de hoje), a sociedade brasileira estará em uma outra Era(torço para isto).

ocupa ensino medio- 6 de junho de 2016

ocupaensinomedio-6-6-2016

Auditório lotado na ABI-Ocupa EM

Fonte da Foto: Organização-PUC-Rio

Eis aqui o Manifesto pela Valorização da Escola Pública de Ensino Médio:

“Em meio à grave crise política que o Brasil atravessa, a mobilização dos estudantes secundaristas, em escala nacional, por uma escola pública de qualidade, representa um sopro de esperança na construção de uma verdadeira democracia social.
É significativo que adolescentes e jovens de diferentes classes e segmentos sociais se irmanem na defesa da escola pública, percebendo nela um ponto de passagem incontornável para seus projetos de vida e para a construção de uma sociedade mais igualitária. Afirmam-se com altivez como sujeitos que reivindicam participar plenamente do debate sobre os rumos da educação pública, e suas vozes modificam de forma definitiva os termos desse debate.
É preciso sublinhar que a mobilização secundarista está em profunda sintonia com o espírito da Constituição de 1988 que, no seu artigo 206, estabelece, entre outros princípios fundamentais, o da “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, a “gestão democrática do ensino público” e a defesa da “garantia do padrão de qualidade [do ensino]”. Também está alinhada com o que dizem as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, de 2012, quando, em seu artigo 4º, definem que o ensino médio deve assegurar a “preparação básica para o trabalho e a cidadania” e aprimorar o estudante “como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico”. E, em seu artigo 16, quando estabelece que, em seu projeto político pedagógico, a escola deve considerar “a participação social e o protagonismo dos estudantes, como agentes de transformação de suas unidades de ensino e de suas comunidades”.
Portanto, ao levantarem sua bandeira, em diferentes estados de diferentes regiões do país, contra o atual quadro de precariedade em que se encontram as escolas de ensino médio, os estudantes estão, de um lado, refletindo um processo de conquista social e de materialização dos horizontes normativos criados pela legislação educacional brasileira e, de outro, chamando para si parcela da responsabilidade de exigir que as promessas nelas contidas se realizem de forma mais plena e mais rápida.
O fato do movimento de ocupação das escolas estar presente em outros países da América do Sul também merece ser considerado, como uma onda que ajuda a compreender o significado que a escola pública assume para países que, como o Brasil, são caracterizados por profunda desigualdade social e que apostam na educação escolar como um fator decisivo para a sua superação.
O entendimento dos organizadores deste Ato Público é o de que o grito dos estudantes deve ser encarado como divisor de águas, uma contribuição decisiva para a afirmação da centralidade que uma escola pública, laica e gratuita, deve ter na vida brasileira. Nossa aposta é a de que seu som repercuta em todos os setores da sociedade, evidenciando que muito mais do que formar trabalhadores qualificados, a escola pública de ensino médio tem a missão de formar sujeitos críticos, indispensáveis à base social de um verdadeiro estado democrático de direito.
Por isso, para além de apoiar o movimento dos estudantes, entendemos ser fundamental refletir e abraçar sua causa, tomando-a como oportunidade ímpar para a requalificação e intensificação do debate público sobre a educação e sua relação com a democracia.
Que essa oportunidade seja amplamente aproveitada para credenciar os estudantes e o movimento estudantil como atores respeitados pela opinião pública e pelos profissionais da educação! E que sirva para encorajar diferentes atores da sociedade, em especial as universidades, a assumirem com vigor a agenda da valorização da escola pública de ensino médio, sem a qual já não é possível imaginar um país justo e próspero!”

Comissão Organizadora do Ato Público OCUPA E.M.
Rio de Janeiro, 06 de junho de 2016

 

História de Ary Barroso como Locutor Esportivo-Parte 1

O tema que escolhi para este post é uma narração do multi-artista Ary Barroso. Para quem não sabe, Ary, além de ser o autor de Aquarela do Brasil(“Brasil, meu Brasil Brasileiro…), foi narrador de futebol na extinta emissora Cruzeiro do Sul e pela Tupy, hoje rádio Tupi-Rj(KHz 1280 am).

Rubro-negro fanático, Ari Barroso foi alvo de uma história engraçadíssima no O Globo. Não sou boa para contar a história, mas vou tentar. Reza a lenda, de que, quando esteve de férias na sua terra natal, Ubá, em Minas Gerais, sacou uma ideia em ouvir novos talentos da radiofonia para pôr no casting da Tupy-pois ele era o chefe da equipe de esportes. Pois bem, Ary foi escutar um rapaz que todos diziam ser uma maravilha. Pôs o cara para locutar uma partida fictícia. O rapaz foi e começou a narrar uma peleja entre Botafogo e Flamengo. No decorrer da partida, o “gaiato” provocou Ary e pôs no placar 2 a 0 para o Botafogo. Para encurtar o papo: Ari ficou irritado com o resultado e o rapaz não teve a chance que merecia em narrar jogos no Rio de Janeiro, a então capital Federal.
Ari Barroso foi e continua sendo para muitos um gênio nas artes. Na radiofonia esportiva brasileira, este inventou uma espécie de sinal eletrônico quando o Club de Regatas do Flamengo fazia um gol, com uma gaita.

AriBarrosoeoradio

*Ary Barroso antes do Fla-Flu, no campo do Flamengo, ladeado por Nascimento, goleiro do Fluminense; Machado, zagueiro tricolor; o grande Fausto, “A Maravilha Negra”, e Oduvualdo Cozzi, na função de repórter, no início de sua carreira esportiva.

Radialista Amador Santos: Do Pioneirismo Radiofônico na radiofusão aos Cacarejos Sonoros nos Anos 30

Nos anos 30, na então Capital Federal, o Rio de Janeiro, teve o pioneirismo na locução esportiva: O locutor Amador Santos.
Segundo o livro “Bastidores do Rádio- Fragmentos do Rádio de Ontem e de Hoje”, do radialista Renato Murce, Amador Santos narrava uma partida futebolística como se estivesse sentado e vendo uma ópera no Theatro Municipal, tal era a sobriedade.
Os clubes de futebol naquela época, através dos seus dirigentes ou “cartolas” achavam que as transmissões esportivas pelo rádio prejudicavam as bilheterias, pois naquela época os rádios não eram portáteis.Cabe relembrar que, naquele momento, dos anos 30/40, os rádios eram fixos em uma parte central da casa(geralmente a sala de estar) e tinha um caráter de status social já que eram muito caros.
Voltemos ao Amador. Certa vez, em mais uma PROIBIÇÃO dos clubes cariocas, Santos levou mais uma vez um “cartão vermelho” em São Januário. Naquele dia, ele irradiaria um Fla x Flu(o estádio do Maracanã ainda não existia). Como não esmorecia, o campo do Vasco da Gama era parcialmente fechado por prédios que davam brechas perto das casas que lá havia, de onde podia ter alguma fresta.. Ele, como bom brasileiro, deu o seu “jeitinho brasileiro”: fez a transmissão trepado no poleiro de um galinheiro de uma daquelas casas. Entre ruídos estranhos e “cacarejos”, aquele Fla x Flu, com certeza, não foi a mesma coisa. Após o “apito do juiz”, deu o que falar. Foi um “bafafá”.
A partir do fato Amador Santos narrar uma “peleja” trepado em um poleiro de galinheiro, os clubes modificaram a maneira como “olhavam” as estações radiofônicas esportivas. Todas as emissoras tiveram e puderam, enfim e em paz, obter acessos livres para trabalharem nos dias de jogos.

O Patriotismo Brasileiro e o Rádio na Década de 1930

*Este post foi extraído e está baseado no livro Da ditadura à ditadura(uma história do futebol brasileiro(1930-1978), escrito por Euclides de Freitas Couto, pela editora UFF(Universidade Federal Fluminense).

O rádio tem a sua relevância como um invento tecnológico nos anos 30, ao oferecer ao público ouvinte, as possibilidades técnicas de apreciar o jogo mesmo estando a milhares de quilômetros do local da partida, -por conta das ondas curtas-. O rádio conseguiu alcançar de forma simples e econômica, uma grande empatia dos amantes pelo futebol.

A formação da aura nacionalista que envolveu o brasileiro em torno do “escrete canarinho” surgiu no Mundial de 1938, na França, com créditos pelo empreendedorismo do Estado Novo, liderado pelo então presidente Getúlio Vargas, que incentivou e impulsionou a irradiação esportiva, chancelando os espetáculos de futebol como verdadeiros momentos de diversão para a classe operária, além de prestar apoio geral, logístico e moral à Seleção nacional.

 A grande mobilização popular vista nas ruas brasileiras ao longo e após as partidas da Copa de 1938, permite uma “palhinha” no Ethos do torcedor “canarinho”, que nada mais é do que a sua identidade social e comportamental de um povo, que se conformava naquelas manifestações, a sua referência de amor à pátria.

O torcedor quando se autoidentificava, transformava os momentos de sociabilidade futebolística que varavam as madrugadas e se estendiam, nos dias seguintes aos jogos, por meio das discussões nas praças, nos bares, nos meios de transporte ou onde houvesse dois torcedores que por acaso se encontrassem.

 

Narração: Julio Cesar Santanna-Vasco da Gama 4 x Portuguesa 2

Olá, Caros-Ouvintes,

hoje porei uma narração esportiva, com  um dos maiores nomes que radialismo carioca que já se teve no dial carioca: Júlio Cesar Santana, que empunhou os microfones nas rádios  Tupi e da Nacional
Nesta irradiação, Júlio Cesar, narra 6 gols, em uma partida em São Januário, com o Vasco da Gama aplicando uma goleada sobre a Portuguesa carioca por 4 a 2, pela Rádio Nacional do RJ.

Júlio Cesar Santana, deixou o plano físico muito prematuramente e de forma “estúpida”, em 1996: Estava descendo de um ônibus, e o motorista não viu ele descer do degrau e o radialista bateu com a cabeça e morreu.