Lançamento do Livro sobre “Sandro Moreyra- Um Autor à Procura de um Personagem”- 22 de Agosto de 2017- Por: Paulo Cezar Guimarães

Na próxima terça-feira, 22 de agosto de 2017, a partir das 19 horas, o professor universitário da Facha e biógrafo, Paulo Cézar Guimarães, lançará no salão nobre do Botafogo(Mourisco),o lançamento do jornalista da crônica esportiva e botafoguense, Sandro Moreira, pela Gryphus Editora.

Aqui abaixo, você lerá o release enviado para a imprensa.

Um abraço,

Isabela Guedes

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“A editora Gisela Zincone, da Gryphus Editora, só pôde dizer sim para a proposta da jornalista Sandra Moreyra: publicar o primeiro livro biográfico sobre seu pai, o famoso jornalista esportivo Sandro Moreyra (1918-1987). A ideia partiu do jornalista e escritor Paulo Cézar Guimarães, o PC, que conseguiu convencer as duas a levarem adiante seu projeto.

Como o mais aplicado dos repórteres, o autor ouviu mais de 100 pessoas que conviveram com Sandro. Mergulhou de cabeça na vida do biografado, leu dezenas de livros, pesquisou periódicos, sites, blog, assistiu filmes e visitou acervos públicos e pessoais. Foram conversas com parentes, jornalistas, jo­gadores, técnicos, juízes de Direito e árbitros de futebol.

Entre os entrevistados, Zico, Júnior, Agnaldo Timóteo, Antônio Maria Filho, Arnaldo Cézar Coelho, Elza Soares, Carlos Alberto Torres, Galvão Bueno, João Máximo, José Carlos Araújo, Juca Kfouri, Sérgio Cabral (pai), Ancelmo Gois, além das duas filhas (Sandra e Eugênia) e outros parentes próximos.

“Resgatar Sandro Moreyra, cuja coluna no Jornal do Brasil era daquelas que faziam muita gente ler o jornal de trás para a frente, deu-me a oportunidade de conversar com pessoas engraçadíssimas e irreverentes ao estilo do próprio colunista. A geração dele era de uma época romântica em que se exercia o jornalismo com paixão e prazer”, comenta o autor, que reuniu um memorável caderno de fotos.

Um time forte acompanhou PC na produção do livro: Ique assina a caricatura da capa, João Máximo o texto da orelha e Carlos Eduardo Novaes, o prefácio.  Já Sandra Moreyra, responsável pelo texto da quarta capa, manteve encontros com PC por mais de um ano e cedeu fotos, recortes de jornais, cartas e postais.

“Passamos cerca de um mês sem trocar mensagens. No início de outubro ela enviou o e-mail: ´PC, fiz exames e vou ter que passar por nova quimioterapia. Antes que eu fique derrubada e preguiçosa para escrever, vai aí o texto da contracapa. Espero que goste. Dessa vez, porém, foi traída pela maldita doença que enfrentou durante sete anos. Foi embora encontrar com o pai no dia 10 de novembro de 2015”, relembra o biógrafo.

 

Filho de Eugênia e Álvaro Moreyra, duas grandes figuras da cultura bra­sileira na primeira metade do século, Sandro era craque com as palavras. Trabalhou por mais de 30 anos na redação do Jornal do Brasil, onde assinou a coluna Bola dividida. “Mais que um livro sobre futebol, a publicação fala sobre os pais de Sandro, da relação dele com a política, com o jornalismo, com a Mangueira, com as filhas, com os amigos e com as três esposas que teve, Milu, Lea e Marta”, comenta Gisela Zincone.

Conhecido pelo bom-humor e pelo bronzeado permanente, era na Praia de Ipanema que Sandro batia ponto antes de ir para a redação do JB. Chegava ao trabalho no fim da tarde, sempre depois de um mergulho com os parceiros João Saldanha, Carlinhos Niemeyer, Fernando Calazans, Heleno de Freitas e Sérgio Porto.  Em sua coluna, sempre abastecia os leitores com notícias fresquinhas do futebol, sobretudo do Botafogo, seu time do coração.

O livro lembra que mais de 500 pessoas, entre jornalistas, escritores, políticos, artistas, diri­gentes de clubes, autoridades e fãs foram para a despedida de Sandro naquele 29 de agosto de 1987. Como reforça o locutor José Carlos Araújo, que cobriu o Botafogo como repórter, “Sandro era daqueles que contava piadas até em velórios”. E no seu não poderia ser diferente. A forma­lidade e todos os rituais foram mandados para escanteio. O caixão foi coberto com as bandeiras do Botafogo, do PDT (Partido Democrático Trabalhista) e da Mangueira; e com um adesivo “Diretas Já. Brizola presidente”.

O “adeus ao jornalista”, publicado em três páginas, foi destaque na capa do Jornal do Brasil, com uma foto que mostrou em primeiro plano o líder comu­nista Luiz Carlos Prestes carregando o caixão. O Globo publicou: “Sandro Moreyra é enterrado: o Rio perde um repórter bem-humorado”. Além de citar a presença de ex-jogadores como Zizinho e Ademir Menezes, o jornal destacou que “Sandro foi fiel a seus dois amores: o Botafogo e a Mangueira, cujas bandeiras cobriram o caixão”.”

SERVIÇO:

Sobre o livro

Título: Sandro Moreya – Um autor à procura de um personagem

Autor: Paulo Cezar Guimarães

 

Ano de edição: 2017

Preço de capa: R$ 49,90

Lançamento:

Data: 22 de agosto

Hora: 19h

Local: Sede do Botafogo (Avenida Venceslau Brás, 72 – Botafogo)

Telefone: (21) 2546-1988

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Mesa Redonda: Futebol e Literatura na UERJ

Na próxima terça-feira, 23 de maio de 2017, ocorrerá na UERJ, no bairro do Maracanã, a partir das 19:30H, um debate acerca do debate entre Futebol e literatura sob a moderação da professora e doutora Vívian Fonseca e a coordenação será feita pelo professor e doutor Élcio Loureiro Cornelson…

Vale a pena conferir!

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FONTE- FACEBOOK:  

“FUTEBOL E LITERATURA NOS TRÓPICOS”

mesa-redonda com palestras de
Prof. Dr. Shawn Stein (Dickinson College)

Prof. Dr. Élcio Loureiro Cornelsen (UFMG)
Prof. Dr. Álvaro do Cabo (UCAM e Sport/UFRJ)
Moderação: Profa. Dra. Vivian Fonseca (UERJ e CPDOC/FGV)

Nessa mesa-redonda, os pesquisadores Shawn Stein, Álvaro Cabo e Elcio Cornelsen falarão sobre a relação entre futebol e literatura na América Latina, que se inspiram mutuamente, desde o lance “poético” do futebol, ao gol que é “pura poesia” nos versos de nossos trovadores do esporte bretão. A partir da Literatura, abordarão as relações entre futebol, política e sociedade nos trópicos em meio ao jogo e à ginga poética. Essas questões serão abordadas a partir de diferentes abordagens pelos convidados. Shawn Stein discutirá as produções ficcionais de futebol com o foco nas mulheres. Élcio Cornelsen, por outro lado, tratará do estilo hiperbólico de Nelson Rodrigues na crônica “O Eichmann do apito”. Por fim, Álvaro do Cabo irá analisar o romance policial peruano “La Pena Máxima’, de S. Roncagliolo, ambientando durante a Copa do Mundo de 1978.

Data: 23 de maio de 2017, terça-feira, 19:30h
Local: Sala 9019 Bloco F, 9º andar, UERJ.
R. São Francisco Xavier, 524. Maracanã

futebol e literatura nos trópicos- 23 de maio de 2017

Mesa Redonda: “Futebol Cá e Lá: Cultura e Paixão”- Real Gabinete Português- 19 de maio de 2017

O Real Gabinete Português, localizado na Rua Luis de Calmões 30, Centro do RJ) e o Polo de Pesquisas Luso- Brasileiras convida para um evento a ser realizado na próxima sexta-feira, 19 de maio, às 14:30, a uma mesa-redonda denominada: “Futebol Cá e Lá: Cultura e Paixão”, com os seguintes convidados: Shawn  Stein(Dick College, EUA) e Elcio Cornelsen(UFMG); a mediação será de Luis Maffei(UFF/ PPLB).

futebol-portugalebrasil-19demaiode2017

 Isabela Guedes

Artigo do Radialista Clóvis Filho em 1966

Em 1966, o radialista Clovis Filho, na época integrante da Rádio Continental do Rio de Janeiro,  fez um artigo com relação à Seleção Brasileira por conta da Copa do Mundo, realizada na Inglaterra com o título de : “O Esforço da Copa Exige Juventude”.

Vale a pena conferir a íntegra deste artigo abaixo e com a maioria da ortografia da época!!!

O ESFORÇO DA COPA EXIGE ESFORÇO

(CLÓVIS FILHO)

“TORNA-SE oportuno focalizar a nossa seleção.Aquela que tem a árdua tarefa de tentar do “tri” e a conquista definitiva da Jules Rimet. Confesso, como já disse no programa “Prova dos 9”, que não entendo a arregimentação de alguns jogadores demasiadamente veteranos.Principalmente porque, ocupariam eles- caso venham a ser titulares, posições chaves e que exigem, mais do que o normal, uma resistência física excepcional. Senão vejamos: D. Santos. Craque na verdadeira acepção da palavra. Talentoso, exímio controlador da pelota, noção de posição e cancha como nenhum outro. Quase 100 jogos com a “verde-amarela”, incluindo a final de 58 e os 6 jogos de 62, portanto um autêntico bi-campeão mundial. Mas, já pudemos ver em várias oportunidades carecendo de “gás”, e sendo batido por qualquer ponteiro esquerdo de relativa velocidade, e que jogue na frente. Acontece que, no futebol brasileiro atual,  estamos – de algum tempo para cá, sofrendo de uma escacês de ponteiros esquerdos, como  jamais se viu. E isso tem projetado, de certa maneira,  muitos zagueiros laterais esquerdos, que têm muito mais campo para demonstrar suas aptidões, sem muito trabalho de marcação.

Djalma Santos, por exemplo, no Palmeiras, tem nos brindado com alguns “shows” individuais, de arrancar aplausos, principalmente porque sabemos de seus 37 anos. Mas não devemos nos iludir. E a Comissão Técnica, muito mais do que nós, tem a obrigação de não se deixar enganar ou enlear  por sentimentos do coração numa hora dessas. Falam em cobertura. Mas cobertura, segundo nosso entendimento, deve, ser recurso eventual, e não sistemático. Senão coitado do zagueiro central e de toda a estrutura da defesa. Ainda mais que, para agravar essa idéia de “cobertura”, vejamos outro dos veteranos convocados. Beline. Titular em 58, perfeito em suas funções, inclusive na pose histórica, erguendo o troféu de ouro em Rassunda! Em 62, suplente de Mauro. E agora, já no fim de sua carreira, novamente chamado à seleção para um Mundial, quando temos um Brito na “ponta dos cascos”. E Zito e Dino Sani? Este último barrado em 58, a partir do 2º jogo. E zito, outro elemento dificílimo de ser substituído na seleção bi-campeã, mas, infelizmente, de há muito dando mostras claras de que não consegue manter a sua pujança durante 90 minutos.

Repito: Todos esses craques são dignos de nossos louvores. Devemos manter seus nomes como exemplos vivos às gerações que surgem, Mas não podemos sacrificá-los em vão. E com isto arriscar uma empreitada difícil e que polariza 80 milhões de almas sofredoras. Ademais, e isto deve ficar bem claro, aqueles que conhecem o desenrolar de uma competição como a Copa do Mundo, sabem perfeitamente que, além de todos os atributos naturais que os jogadores  de cada seleção devem reunir, torna-se imprescindível a forma física o mais próximo da perfeição. Em 18 dias, a equipe campeã joga um mínimo de 6 partidas, mas mais renhidas e 3 delas sujeitas a prorrogações de 30 minutos. Assim é que o elenco se dispõe a conquistas a palma da vitória, deve estar preparado sempre para jogar duas horas consecutivas de bom futebol, sem decréscimos de produção originados pela falta de fôlego. Devíamos pensar em Carlos Alberto, Fidélis, Murilo, D. Dias, Ditão, Lima, Dudu, etc. Afinal são craques de primeira grandeza e a maioria já com boa experiência  na seleção. Tanta ou mais do que Zito e Dino tinham em 58, quando, afinal, fomos campeões. E ainda assim, teremos a tão necessária mescla de veteranos com novatos. Pois Gilmar ainda pode brilhar, embora Manga pretenda ser titular(e com razões para isto). E teremos Pelé, Garrincha(se Deus quizer), Orlando, afinal homens de 58, e ainda Rildo, Gerson, Jair e outros, que já saíram pelo mundo com a camisa da CBD, e com excelentes resultados para eles e para nós…”      

 

Jornal do Brasil- 1/9/1990- “Anúncio leva torcedor de Pirataria a sofrer à Toa”

A crônica esportiva esteve presente no dia 1º de setembro de 1990, no saudoso e extinto Jornal do Brasil, sobre uma situação ocorrida com o radialista esportivo Garcia Junior que narrou um “GOL” inexistente na partida entre Vasco x Nacional de Medelin da Colêmbia, na Colêmbia, válida pela Libertadores daquele ano…

OBS: Não sei quem “assinou o texto” na matéria.

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“Na última quarta-feira, o rádio esportivo carioca passou por momentos hilariantes. Informadas que a Rede Manchete iria transmitir a partida Vasco x Nacional de Medelin, pela Copa Libertadores, as rádios Tupi e Globo firmaram acordo e decidiram não mandar ninguém para a Colômbia. Opção mais cômoda  e bem comum entre as emissoras. Os locutores ficariam nos seus respectivos e narrariam o jogo em cima dos lances mostrados pela Manchete.

Ao contrário de outras emissoras, a Rádio Capital preferiu gastar cerca de US$ 5 mil e mandar uma equipe à Colômbia, com o locutor Garcia Júnior e o repórter Carlos Campelo. O que as três concorrentes não esperavam  é que a Manchete optaria  pelo vídeo teipe da partida. A úvica saída encontrada por Tupi e Tamoio  foi adotar uma velha prática: a pirataria, que consiste em transmitir um jogo baseado nas informações de outra rádio. A Globo não adotou tal procedimento e preferiu dar informações periódicas.

Segundo o coordenador de esportes da Capital, Carlos Borges, as emissoras cometeram uma gafe ao adotar tal procedimento. “Como o Higuita demorava muito a cobrar o pênalti, o Garcia Júnior aproveitou para veicular um anúncio do automóvel Gol, da Volkswagen, em que grita “Gooooooolll!!!”. A Tupi e a Tamoio pen saram que tinham sido gol do Higuita e transmitiram o lance. O detalhe é que o Acácio defendeu o chute e as emissoras tiveram que voltar atrás.”

Luiz Penido, chefe de esportes da Tupi, e Waldir Luiz, repórter da Tamoio, negam a versão da equipe da Capital, e garantem que transmitiram o jogo ouvindo rádios colombianas. “É mentira. Não iríamos confiar na transmissão da Capital, que estaria sujeita a interferências. Optamos pela rádio Caracol”, disse Penido. Um funcionário da Tupi, no entanto, confirmou que a emissora pirateou a transmissão da Capital. Waldir Luiz fez côro a Penido. “Não nego que escutamos a Capital, mas nosso trabalho foram feitos em cima das informações da Rádio Nacional da Colômbia. ”